Rodrigo Maia defende diálogo e harmonia entre instituições e poderes


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o sistema democrático exige a convivência republicana entre os Poderes. Para ele, a preservação da harmonia e da independência entre os Poderes é um pilar fundamental da democracia.

Maia fez um pronunciamento no início da sessão do Plenário desta terça-feira (26) e cobrou maturidade para manter um diálogo construtivo entre as instituições e para com a sociedade brasileira. Segundo ele, esse discurso nasceu do coletivo de todos os deputados para destacar a necessidade do diálogo respeitoso e pacífico entre todos.

“O povo brasileiro espera que cada um de nós, detentores de mandatos públicos, tenhamos consciência do papel a desempenhar na busca de soluções para enfrentar o vírus. Vencida essa etapa, ficará um legado de imensos desafios a enfrentar, e o primeiro deles é a reconstrução da nossa economia”, disse Rodrigo Maia. “Nesta hora grave, a Nação exige que tenhamos prudência e que estejamos à altura dos combates que já foram e que ainda serão travados”, afirmou o presidente.

Rodrigo Maia ressaltou ainda o papel do Parlamento no combate à crise com a aprovação de projetos como o auxílio emergencial, a ajuda a estados e municípios e projetos que garantem recursos para pequenas e médias empresas.

Por fim, Maia reafirmou que o desafio hoje é derrotar o coronavírus e enfrentar a crise social e econômica causada pela pandemia, mas preservando a democracia.

“Há muito o que fazer: armados do espírito da resiliência e da capacidade de trabalho do nosso povo haveremos de conseguir. Essas, aliás, são as únicas armas que nós brasileiros devemos portar: a fé na capacidade de trabalho, na força de vontade para enfrentar e vencer obstáculos e na crença na justiça de nosso regulamento institucional”, afirmou Rodrigo Maia.

Repercussão

Para a líder da do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), Maia “falou como um estadista, chamando a nação ao diálogo”.

“Não ofendeu a honra de nenhum membro de outro poder e não incitou a população a se armar contra governadores. Convocou os brasileiros a preservarem a democracia e a Constituição”, afirmou a líder.

Vice-líder do PCdoB, o deputado Márcio Jerry (MA) também usou suas redes sociais para elogiar o discurso apaziguador do presidente da Câmara. “Forte, firme, oportuno pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de alerta para o momento grave e de conclamação à defesa da unidade em torno da democracia e do efetivo combate à pandemia do coronavírus”, avaliou Jerry.

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB_SP), “de maneira sóbria e altiva” Maia mostrou que o Parlamento está disposto ao diálogo republicano, “mas jamais se acovardará na defesa da democracia e da liberdade de imprensa”.

O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), elogiou o discurso e afirmou que a fala de Maia representa altivez do Parlamento como sustentáculo da democracia. “Não há saída para a crise sanitária e para o agravamento que se avizinha fora dos marcos da democracia”, afirmou Guimarães.

O deputado Carlos Sampaio, líder doPSDB-SP, destacou que o País precisa desse diálogo proposto por Maia. “O Brasil precisa desse diálogo entre os Poderes, e Vossa Excelência falou com o coração ao refletir o nosso sentimento”, disse Sampaio.

O líder do MDB, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), também elogiou o discurso de Rodrigo Maia. “É um exemplo de equilíbrio na busca de uma união nacional para gente enfrentar o único inimigo que nós temos hoje que é o coronavírus, que é essa pandemia”, discursou.

“O presidente Bolsonaro não está aberto ao diálogo, ele, ao invés de liderar o País, decidiu liderar a extrema-direita; ao invés de combater a Covid-19, ele decidiu combater a ciência”, protestou a deputada Fernanda Melchionna, líder do Psol, (Psol-RS), ao criticar o Executivo e afirmar que é importante derrotar “o vírus do autoritarismo”.

Alessandro Molon (RJ), líder do PSB, também criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro e afirmou que ele não entende o respeito às instituições. “O presidente não entende essa conquista civilizatória que é a independência entre os Poderes. Quer mandar na PF, nos juízes”, destacou Molon.

A líder do PSL, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), afirmou que, se estivesse no lugar de Maia, não teria “tanta polidez”, em razão dos ataques de Bolsonaro ao Parlamento. Para ela, as atitudes de Bolsonaro são absolutamente antidemocráticas, absolutamente grosseiras e ofensivas. “Ele não é ofensivo apenas em relação ao Parlamento, ao grupo de líderes. Nós vemos um homem que todos os dias ataca a nação brasileira”, criticou Hasselman.

Com informações da Agência Câmara e do PCdoB na Câmara

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