China dá o seu contributo para desvendar mistérios de Marte


No dia 23 de julho, o foguete transportador Longa Marcha 5 enviou para o espaço a sonda de exploração marciana Tianwen-1. Estima-se que após cerca de 7 meses de viagem, a sonda chegue ao seu destino e leve a cabo várias missões no planeta vermelho.

No dia 27, o sensor de navegação ótica no Tianwen-1 fotografou a terra e a lua a uma distância de 1,2 milhão de kms, naquela que foi a sua despedida.

Para qualquer objeto escapar à gravidade da Terra e rumar a Marte, é preciso atingir a velocidade cósmica de 11,2km por segundo. Quanto maior a dimensão do objeto, mais difícil é atingir essa velocidade. A sonda Tianwen-1 pesa cerca de 5 toneladas e é a sonda mais pesada jamais lançada pela China.

Além disso, a mais rápida transmissão de informação disponível ao ser humano é a velocidade da luz: 300,000km por segundo, enquanto que a distância entre Marte e a Terra é de mais de 50 milhões de quilômetros quando alinhados e 400 milhões no ponto mais distante.

“O objetivo não é chegar a Marte. O objetivo é realizar o máximo de exploração científica possível”, disse Liu Tongjie, porta-voz da primeira missão espacial a Marte da China e vice-diretor da Administração Espacial Nacional de Exploração Lunar e Centro de Engenharia Espacial.

Após chegar a Marte, a sonda irá enviar imagens de Marte, medir a superfície e a estrutura geológica de Marte, estudar o clima e o campo magnético e acumular dados científicos sobre o planeta.

Liu Tongjie disse que as condições naturais de Marte são próximas às da Terra e que, por isso, é a escolha óbvia para lá da Terra e da lua no que concerne à exploração espacial.

Em missões anteriores foram encontradas provas da existência de água em Marte. Desde então, independentemente de haver ou não condições para gestação de vida em Marte ou se este planeta representa ou não o futuro da humanidade, são ainda alvos de pesquisa. O estudo deste planeta tem particular relevância para compreender a evolução da Terra.

O nome “Tianwen” do programa de exploração planetária chinês é retirado do poema de mesmo nome do poeta chinês Qu Yuan. Tal como Qu Yuan, há 2.300 anos, de frente para o vasto mar de estrelas, a humanidade tem ainda muitas perguntas por responder. Para a indústria aeroespacial chinesa, a missão de exploração de Marte é o ponto de partida do programa de exploração planetária. O primeiro passo representa o início de uma jornada em direção a um espaço cada vez mais profundo.

Por Wen Wu, Diário do Povo

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