Educação é estratégia de transformação e empoderamento, afirma Olívia Santana durante debate


A candidata do PCdoB à prefeitura de Salvador (BA), Olívia Santana, participou de um debate da emissora Band na noite desta quinta-feira (1) e falou sobre a importância da ampliação das creches na capital, entre outras propostas de seu plano de governo para moradia e cultura. Ela destacou que 56% da população de Salvador mora em zonas especiais de interesse social, áreas favelizadas, que são uma marca na cidade de Salvador.

“O programa de ampliação das creches públicas municipais será uma prioridade da minha gestão. Senti na pele a necessidade da educação chegar mais cedo na minha vida. Por falta de acesso, tive que correr atrás, enfrentar as barreiras e a segregação. Hoje estou aqui para fazer pela infância o que eu não tive oportunidade quando criança”, declarou a candidata.

Para Olivia, a creche é o espaço da educação infantil e da assistência social. “Além do
efeito educacional, a creche contribui na emancipação das mulheres, pois é uma garantia de que as mães poderão sair para trabalhar sabendo que seus filhos estão protegidos e sendo educados em local seguro”, explicou.

A candidata também rebateu o comentário do atual secretário de Educação de Salvador sobre os professores da rede pública. “É bom que Bruno Barral ouça: sou pedagoga, candidata a prefeita da cidade de Salvador, com capacidade, inteligência e competência. Nós, professoras e professores, somos capazes de dirigir salas de aula e também uma cidade”, acrescentou.

Olívia reafirmou seu compromisso com a educação. “Acredito muito na educação como uma estratégia de transformação e empoderamento das pessoas. Meu povo preto, meu povo pobre, os brancos pobres, as trabalhadoras e os trabalhadores merecem e precisam de uma política decente e elevada de educação para Salvador”, concluiu.

Regionalização de creches

Foto: DIvulgação

Durante o debate na Band, Olívia destacou sua experiência na área da educação. “Eu, que já fui faxineira, merendeira, professora e até secretária de Educação, sei do valor da educação para a transformação da vida das pessoas”, afirmou.

Na oportunidade, ela falou sobre o projeto de regionalização de creches. “Não é justo que mães saiam para cuidar dos filhos dos seus patrões em bairros nobres e não tenham no miolo de Salvador uma política regionalizada de implantação de creches”.

Olívia defende que é preciso garantir uma educação de qualidade, principalmente na infância e criticou a postura do atual secretário de Educação do estado, Bruno Barral, que disse que os melhores alunos das universidades não querem ser professores, e se solidarizou com a classe. “São essas pessoas que estão nas escolas públicas municipais, apesar do que enfrentam, educando crianças e adultos”.

A candidata defende que a maioria negra e pobre que está na escola pública merece investimentos que garantam educação integral e integrada com esporte, arte e cultura.

Moradia

A candidata a prefeita falou sobre as propostas de seu plano de governo para a moradia. Ela destacou que 56% da população de Salvador mora em zonas especiais de interesse social, áreas favelizadas, que são uma marca na cidade de Salvador.

Olívia relembrou da época em que morava na invasão de Ondina e foi retirada do local, pela prefeitura, para a reforma da orla. “Sou uma mulher que viveu na pele o descaso das autoridades políticas na época do governo de Antônio Carlos Magalhães, o avô do atual prefeito. Eu e minha família tivemos que sair da Ondina, em 24 horas, e fomos jogadas na Boca do Rio, em cima de um terreno baldio, tendo que construir uma casa de madeira e papelão. Sei a falta que faz a moradia digna”, relembra.

Como proposta, a candidata falou sobre o Programa de Urbanização de Favelas e destinação social de imóveis que estão desocupados e abandonados na cidade. “É preciso dar uma finalidade de moradia social para esses imóveis”, enfatiza Olívia.

Cultura

Olívia lembrou dos impactos da pandemia na cultura e no turismo e destacou que os dois setores já vinham sofrendo com a gestão do prefeito ACM Neto. “É um absurdo a concentração dos recursos da cidade do Salvador, principalmente para empresas ligadas aos amigos e aos amigos dos amigos. Vamos democratizar os recursos e o calendário de eventos e estabelecer uma política cultural decente, ampla e democrática para a capital baiana, garantindo que todas as pessoas tenham oportunidade”, afirmou.

A candidata reforçou a necessidade de ações para estimular o turismo regional e de investimentos nos arranjos produtivos das diferentes linguagens culturais que a cidade tem e que precisam ser valorizados.

Fonte: Ascom

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