1º de Maio: Lideranças políticas discursam pelo Fora Bolsonaro


O Ato do 1º de Maio Pela Vida, Democracia, Emprego, Vacina para todos e pelo Auxílio Emergencial de R$ 600, convocado pelas centrais sindicais, reuniu artistas, líderes sociais e políticos, neste sábado, numa ampla mobilização nacional em defesa da classe trabalhadora brasileira e contra os crimes de Bolsonaro, que intencionalmente conduziu milhares de brasileiros à morte durante a pandemia.

Ao fazer uma das falas mais esperadas da programação, o presidente Lula, em mensagem de vídeo, disse que os desafios são imensos, mas que é preciso manter a esperança. “Minha indignação diante de tanta injustiça é muito grande. Mas ainda maior que a indignação é a minha confiança no povo brasileiro. Ele é maior do que essa gente que está destruindo nosso país. O Brasil vai dar a volta por cima. Não podemos perder a esperança”, disse Lula (assista aqui ao pronunciamento).

A ex-presidenta Dilma Rousseff foi na mesma linha: “É justamente quando a situação é mais difícil que devemos ter esperança, resistir e lutar”, disse em seu pronunciamento. “O povo vai lembrar que no governo do ex-presidente Lula e no meu governo nós criamos 19,4 milhões de empregos formais, chegamos ao menor desemprego da história – 4,8 % em 2014 –, a renda média do trabalho subiu 18% em termos reais, e o salário mínimo teve aumento real de 77,2%”, disse Dilma. “É preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser um país de todos”, acrescentou.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, elogiou o 1 de Maio Unificado e disse que as Centrais sindicais são essenciais para as lutas necessárias para o Brasil se tornar um país melhor. De acordo com ele, “esse Primeiro de Maio se dá em torno das causas da democracia e da vacina para todos”.

Para ele, a democracia é essencial para que nós tenhamos liberdade. Liberdade para falar, para agir e para sonhar e liberdade para transformar.

“Temos muita luta, mas o essencial é a proteção ao trabalho, à renda e a vacinação, que é um direito fundamental para que haja vida, democracia e investimentos públicos e privados capazes de romper a recessão e gerar oportunidades para a classe trabalhadora”, disse Dino.

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, também discursou criticando o presidente Bolsonaro pela falta de compromisso com o povo e seriedade no enfrentamento da pandemia. “Nós estamos, mais do que nunca, decididos a lutar pela vida. A desmascarar e a isolar um presidente da República que, cada vez mais, demonstra a que veio”, afirmou.

No momento em que ultrapassamos a linha dos 400 mil óbitos por covid, Luciana afirma que Bolsonaro não tem o mínimo compromisso com o povo brasileiro. “Seja do seu patrimônio, seja do cuidado básico com as pessoas, seja no enfrentamento de uma doença tão grave. O epicentro dos óbitos no mundo inteiro e o presidente da República trata isso com deboche”, criticou Luciana.

O candidato à presidência nas eleições de 2018, Ciro Gomes, do PDT, disse que este é o “pior 1º de maio” da história do Brasil, em referência a crise sanitária e a irresponsabilidade do Executivo, ou seja do governo Bolsonaro.

“Esse, infelizmente, é o pior 1º de Maio do pior momento da moderna história brasileira. Mas, exatamente por isso, tem que ser o 1º de Maio de maior compromisso de luta e de maior carga de esperança das nossas vidas. Esse é o 1º de Maio do maior número de mortes de brasileiros indefesos vitimas da parceria trágica de um vírus mortal e um governo criminoso”, disse.

Diversas dirigentes sindicais e personalidades políticas, entre elas Manuela D’Ávila (PC do B), representaram as vozes das mulheres neste 1º de Maio.

A ex-candidata a prefeitura de Porto Alegre disse que a luta intensa das centrais que garantiu o auxilio emergencial de R$ 600 no ano passado, e que graças a isso estados puderam adotar medidas sanitárias contra a Covid-19. Ela também defendeu o impeachment de Bolsonaro.

“Este governo deixa os vulneráveis jogados à própria sorte. É hora de lutar por impeachment, garantia de vacina e emprego. Derrotaremos Bolsonaro e daremos voz a um Brasil democrática. Viva a luta das centrais”, declarou.

Dezenas de líderes políticos, intelectuais e artistas participaram do ato virtual do 1º de Maio. Este foi o terceiro 1º de Maio unitário realizado pelas centrais sindicais e o segundo consecutivo em formato virtual, em respeito ao isolamento exigido pela pandemia do novo coronavírus. Não é momento de aglomerações, mas sim de preservar vidas. O Brasil já ultrapassa as 400 mil mortes por Covid-19, mas vacinou menos de 31 milhões de brasileiros e brasileiras até agora. Isso é menos de 15% da população.

Fora Bolsonaro
A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), defendeu que a saída da crise passa pelo impeachment de Bolsonaro. “Vivemos um momento difícil na vida do país. Infelizmente, temos um governo que não se preocupa com o povo. Não se preocupa com o emprego, com a renda das pessoas, com a sobrevivência. Precisamos mais do que nunca tirar esse país da crise. E, claro, só tem um jeito de sairmos desta crise, que mata as pessoas por Covid e impõe a fome de novo ao Brasil: é tirando Bolsonaro de onde ele está. É o impeachment, é o fora Bolsonaro. Todos unidos nessa luta, nós vamos recuperar o Brasil para o povo brasileiro”, afirmou Gleisi.

Também estiveram presentes parlamentares e líderes de partidos, tais como Guilherme Boulos (PSOL), Alessandro Molon (PSB), Iago Campos, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); João Paulo Rodrigues, da direção do MST e da Frente Brasil Popular.

Artistas também se apresentaram ou mandaram depoimentos: Chico Buarque, Elza Soares, Chico César, Teresa Cristina, Delacruz, Johnny Hooker, Marcelo Jeneci, Odair José, Aíla, Renegado, Bia Ferreira, Doralyce; Osmar Prado, Gregório Duvivier, Spartakus, Lirinha, Tereza Seibilitz, Elen Oleria, Paulo Betti.

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