ONU: Esmagadora maioria rejeita bloqueio dos EUA contra Cuba


Pela vigésima nona vez desde 1992, os países do mundo exigiram categoricamente, no principal órgão deliberativo das Nações Unidas, o levantamento do bloqueio imposto por Washington há 62 anos.

Mais de 15 nações e organizações internacionais como o Movimento dos Não-Alinhados, o Grupo dos 77 mais a China e a Comunidade do Caribe discursaram denunciando os danos causados ​​por esse mecanismo e exigindo seu fim.

Diplomatas e altos representantes de diferentes países condenaram o incremento da política hostil e o aumento das medidas coercitivas unilaterais que o Governo dos Estados Unidos promoveu contra Cuba no contexto da pandemia de Covid-19.

Precisamente como resultado da crise sanitária, a apresentação do projeto de resolução “Necessidade de acabar com o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba” não pôde ser realizada na Assembleia Geral do ano passado e foi adiada para esta data.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, elogiou o apoio mundial contra o bloqueio e qualificou de contundente o voto nas Nações Unidas sobre o tema.

Em uma mensagem divulgada no Twitter, o presidente apontou o isolamento de Washington, já que 184 países foram a favor da eliminação do cerco norte-americano.

O chefe de Estado cubano afirmou que o “discurso imperial cínico, mentiroso e calunioso” da nação do norte é tão imoral, desavergonhado e obsoleto quanto o bloqueio criminoso. “O mundo está com Cuba”, destacou Díaz-Canel e agradeceu aos povos e governos que apoiam a ilha caribenha.

O Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Walter Sorrentino, comentando sobre a abstenção brasileira, declarou que:

Com essa nova votação na ONU, só podemos dizer, uma vez mais: Viva Cuba! E saibam os cubanos e todos que, quanto ao Brasil, vamos derrotar Bolsonaro por mais essa associação indireta com o crime imperialista do bloqueio, e nosso voto voltará à tradição de sempre, pela paz, solução negociada de conflitos, sem ingerência e pela autodeterminação dos povos. A luta continua“.

Já o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, denunciou que, de abril de 2019 a dezembro de 2020, o bloqueio causou prejuízos de 9.157 bilhões de dólares.

O ministro das Relações Exteriores informou que em quase seis décadas de aplicação da política, os prejuízos somam 147.853 bilhões de dólares.

Os danos humanos, o sofrimento e a escassez causados ​​às famílias cubanas são incalculáveis, destacou.

Com informações da agência Prensa Latina

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