Mensagem do PCdoB em comemoração aos 100 anos do Partido Comunista da China


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em mensagem assinada por sua presidenta nacional, Luciana Santos, e pelo vice-presidente e secretário de Relações Internacionais, Walter Sorrentino, saúda o centenário do PCCh. Leia, abaixo.

Neste 1º de julho de 2021, o Partido Comunista da China completa 100 anos de fundação e existência. Para o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) trata-se de um evento de grande magnitude e significado transcendental.

A celebração dos 100 anos de fundação do PCCh marca o surgimento da força política que através da atuação constante, abnegada e repleta de heroísmo, transformou a China completamente, libertando-a do atraso, da subordinação política e econômica, conduzindo-a até o estágio atual de desenvolvimento humano e material, que deslumbra o mundo.

A China do início do século XX tinha o estigma da humilhação nacional. Parte do seu território, inclusive de sua capital, estava ocupada por oito potências estrangeiras – Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, França, Rússia czarista, Japão, Itália e Áustria.

O povo chinês, entretanto, nunca deixou de lutar. Organizações como a “União pelo Renascimento da China”, que deu origem, em 1912, ao “Partido Nacional do Povo” (Kuomintang), eram a expressão da luta por liberdade, justiça e independência.

O Partido Comunista da China surgiu impulsionado por estas batalhas, pelos ventos de outubro de 1917 na Rússia e pela fundação da III Internacional.

Entre 1924 e 1927, forma-se a Frente Única entre o Kuomintang e o Partido Comunista da China, mobilizando o país em defesa da independência nacional. Com o rompimento da Frente Única, por setores reacionários do Kuomintang, inicia-se uma feroz repressão aos comunistas. Só em 1927, foram mortos 40 mil militantes, sendo 13 mil membros do PCCh executados posteriormente.

Os comunistas chineses iniciam então uma das mais longas guerras civis dos tempos modernos, que só terminaria 22 anos depois, em 1949, com a vitória da Revolução.

Liderado por Mao Tse Tung, principal dirigente desde a década de 1930 até sua morte em 1976, o Partido realizou uma tarefa, sob todos os pontos de vista, colossal.

De fato, sem a atuação do PCCh, a China não derrotaria o jugo colonial, a invasão japonesa, nem teria vencido a guerra de libertação do povo chinês, que redundou na proclamação, em 1949, da República Popular da China.

Se existe atualmente uma China pujante de desenvolvimento, que impressiona e transforma o mundo, isso está diretamente ligado à fundação do PC da China e à revolução comandada por Mao Tse Tung.

Foram estes fatos principais (a fundação do Partido e a Revolução) que abriram o caminho para iniciar a construção do socialismo com as características chinesas. Um processo original, criativo, que não se ateve a modelos rígidos e se apoiou na realidade histórica e cultural do seu próprio povo.

As idas e vindas, percalços, vitórias e contradições, características de toda construção revolucionária, não impediram que a nova China consolidasse o poder dos operários e camponeses e buscasse respostas novas aos problemas que surgiam.

Em 1978, com a política de Reforma e Abertura, liderada por Deng Xiaoping, a revolução ganhou novo impulso. Deng Xiaoping, há pouco mais de 40 anos, pronunciou seu famoso discurso “Emancipar a mente, atuar em função da realidade e olhar unidos para frente”. Deng ensinava que se deve buscar a verdade nos fatos, e que fora disto não resta nada do marxismo-leninismo e do pensamento de Mao Tse Tung, e “só conduz ao idealismo e à metafísica”.

A partir deste momento, colocando como o centro de gravidade da atividade do Partido e do Estado a construção econômica e o desenvolvimento das forças produtivas, a China alcançou sucessivos êxitos. Paulatinamente, a política de Reforma e Abertura produzia efeitos que se faziam sentir no Partido, no Estado e, mais ainda, na vida do povo.

O Partido enfrentou com unidade e espírito revolucionário as turbulências causadas pelo fim do campo socialista e, em 2002, no 16º Congresso, apontava três fenômenos necessários para um maior avanço teórico: 1) A unidade entre a adesão aos princípios fundamentais do marxismo e a inovação teórica; 2) A unidade entre a fidelidade às tradições do Partido e o aprendizado do espírito da época; 3) A unidade entre o fortalecimento da base classista do Partido e a ampliação de sua base de massas.

Após três gerações dirigentes, em 2012, assume a liderança o camarada Xi Jinping. Xi Jinping tem desempenhado, tanto na China quanto internacionalmente, um papel fundamental. Graças a sua liderança, fortaleceu ainda mais a confiança do povo no Partido e no sistema socialista. É dele o pensamento:

“O surgimento de um partido comunista em nosso país foi um acontecimento histórico, que mudou profundamente o curso da história chinesa nos tempos modernos, o destino e o futuro do povo e da nação chinesa, e a direção e o padrão do desenvolvimento mundial”. Xi Jinping, 2016

Em 2017, no 19º Congresso do PCCh, Xi Jinping, advertia que “a grande revitalização da nação chinesa não se realizará em absoluto com um trabalho tranquilo e cômodo acompanhado de toques de tambores e gongos. Todo o Partido deve estar preparado para envidar esforços mais árduos e mais duros.”

E, de fato, além de todos os obstáculos para uma tarefa desta magnitude, em 2020 eclode a pandemia causada pelo vírus Sars-Cov-2, tendo como epicentro a importante cidade de Wuhan, na China. Diante deste inesperado e grave problema, a China se mobilizou de forma imediata e eficaz, e apenas um mês depois da eclosão da epidemia, em fevereiro de 2020, já dizia Xi Jinping:

“O surto de coronavírus é uma grande emergência de saúde pública. O vírus de rápida disseminação atingiu a maior parte do nosso país e provou ser o mais difícil de conter. Nós nunca tínhamos visto nada parecido desde a fundação da República Popular. Esta é uma crise, e, também, um teste. Vimos sinais positivos graças ao trabalho duro que temos feito. É claro que a liderança central fez julgamentos sólidos no combate à epidemia e tomou medidas oportunas e eficazes. Nosso sucesso até hoje demonstrou mais uma vez os pontos fortes da liderança do Partido Comunista da China e do socialismo chinês.”

Sem dúvida, a forma pela qual a China enfrentou a Pandemia foi um retumbante e glorioso exemplo de compromisso com os interesses fundamentais do povo e da humanidade.

Em janeiro de 2021, no Fórum de Davos, em um discurso histórico, Xi Jinping faz um apelo à unidade das nações contra a Pandemia:

“Conter o coronavírus é a tarefa mais urgente para a comunidade internacional. Isso porque as pessoas e suas vidas devem ser sempre colocadas antes de qualquer coisa. É também o que é necessário para estabilizar e reanimar a economia. Mais solidariedade e cooperação, mais compartilhamento de informações e uma resposta global mais forte são o que precisamos para derrotar o COVID-19 em todo o mundo (…) É especialmente importante aumentar a cooperação em Pesquisa e Desenvolvimento, produção e distribuição de vacinas e torná-las bens públicos que sejam verdadeiramente acessíveis e economicamente viáveis para as pessoas em todos os países”;

E ao mesmo tempo defendia o verdadeiro multilateralismo:

“O forte não deve intimidar o fraco. A decisão não deve ser tomada simplesmente pela exibição de músculos fortes ou com o aceno de um punho grande (…) O ‘multilateralismo seletivo’ não deve ser nossa opção (…) digamos não às políticas mesquinhas e egoístas de empobrecer o vizinho e acabemos com a prática unilateral de manter as vantagens do desenvolvimento só para nós. Direitos iguais ao desenvolvimento devem ser garantidos a todos os países para promover o desenvolvimento comum e a prosperidade. Devemos defender a competição justa, como competir uns com os outros pela excelência em um campo de corrida, não derrotar uns aos outros em uma arena de luta livre”.

Assim, Xi Jinping, principal representante do Partido Comunista e do povo chinês, firma-se como defensor coerente da autodeterminação das nações, do desenvolvimento soberano mútuo e da política de futuro compartilhado da humanidade, sendo referência internacional na luta por um mundo livre das guerras e do arbítrio, inspirando e fortalecendo, por toda parte, a defesa da paz e da soberania dos povos.

Nestas quatro décadas de reforma e abertura, sob a liderança intimorata do Partido Comunista, a China retirou 850 milhões de pessoas da pobreza, sendo quase 100 milhões nos últimos oito anos. Não existe mais valioso presente que o PCCh poderia receber, do que a vitória contra a pobreza, meta luminosa do 1º Centenário.

Tal feito extraordinário, além de evidenciar a superioridade do socialismo, mostra que existem caminhos alternativos à barbárie neoliberal imposta pelo imperialismo aos povos de nações periféricas.

O PCdoB congratula, da forma mais calorosa, toda a imensa militância do Partido Comunista Chinês e o povo chinês por esta data magna: 1º de julho de 2021. O Centenário do PCCh enche de alegria os corações revolucionários de todo o mundo que, em júbilo, comemoram, irmanados com os camaradas chineses, os 100 anos do Partido de Mao Tse Tung, Deng Xiaoping, Xi Jinping e tantos heróis e heroínas que construíram sua inigualável trajetória.

Viva os 100 anos do Partido Comunista da China!

Viva a amizade entre o PCdoB e o PCCh!

Viva a amizade entre o povo brasileiro e o povo chinês!

Viva o socialismo e o comunismo!

Luciana Santos
Presidenta Nacional

Walter Sorrentino
Vice-presidente e Secretário de Relações Internacionais

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