Parlamentares repudiam uso de verbas pela Defesa para itens de luxo


A notícia de que o Ministério da Defesa, sob o governo de Jair Bolsonaro, usou R$ 535 mil dos recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19 para comprar alimentos de alto custo — como filé mignon, salmão e bacalhau — gerou indignação nas redes sociais nesta segunda-feira (27). Parlamentares do PCdoB repudiaram o uso indevido dos recursos públicos, especialmente considerando a destinação original dos mesmos e o momento de profunda crise social, fome e miséria que afligem boa parte da população brasileira.

“Inacreditável! O governo Bolsonaro usou recursos para o combate à Covid para comprar itens como picanha, filé mignon, camarão e bebidas alcoólicas. É um escárnio com os mais de 20 milhões de brasileiros que passam fome. É corrupção com o dinheiro que deveria salvar vidas”, disse o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também reagiu: “Que país é esse??? Defesa gasta verba da Covid para comprar filé mignon e picanha, diz TCU. Pasta usa R$ 535 mil do combate à pandemia com itens de luxo”.

A denúncia veio à tona após auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta para apurar supostas irregularidades que podem estar ocorrendo desde 2017. Conforme noticiou o jornal Folha de S.Paulo, chamou atenção dos técnicos o aumento de gastos das Forças Armadas em 2020, ano que o país começou a enfrentar a pandemia e que outras pastas registraram redução no uso de verbas devido ao trabalho remoto.

Outro ponto que merece destaque é que parte desses itens considerados de luxo foi adquirida pela rubrica “21C0 – Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decorrente do Coronavírus”, criada em 2020.

De acordo com o relatório, “dos recursos destinados ao combate à pandemia Covid-19 utilizados indevidamente para aquisição de itens não essenciais (aproximadamente R$ 557 mil), 96% (R$ 535 mil) foram despendidos pelo Ministério da Defesa”.

O TCU colocou ainda que “não parece razoável alocar os escassos recursos públicos na compra de itens não essenciais, especialmente durante a crise sanitária, econômica e social pela qual o país está passando, decorrente da pandemia”.

Por Priscila Lobregatte

Com agências

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