Adalberto Monteiro: PCdoB celebra 100 anos na luta, junto com o povo


A celebração dos cem anos do PCdoB e a luta contra a extrema-direita nas eleições presidenciais darão o tom da atuação dos comunistas no ano de 2022. Com o objetivo de celebrar o Centenário, o partido lançou uma nova marca e está planejando diversas ações para os próximos meses. Para falar sobre estas questões, o Portal do PCdoB conversou com o secretário nacional de Comunicação do partido, Adalberto Monteiro. “Vamos comemorar o Centenário com festejos, com atividades pelo Brasil afora, mas vamos comemorar também onde nós sempre estivemos: na linha de frente, junto com o nosso povo, batalhando para que possamos vencer as eleições e reconstruir o país”, destacou.

Ao tratar da logomarca do Centenário, lançada em dezembro, Adalberto explicou que a criação foi “regida por um conceito que há algum tempo vem orientando o setor de comunicação do partido. Nós buscamos abrasileirar a imagem do PCdoB e, ao mesmo tempo, cada vez mais, reforçar nesse partido centenário, os traços de uma legenda contemporânea. Abrasileirar e cada vez mais sintonizar a imagem do partido com a contemporaneidade é o esforço que vem norteando o setor de comunicação em termos de identidade e de imagem do partido”.

O secretário acrescentou ainda que a ideia de abrasileirar – do ponto de vista estético – tem várias nuances. “Uma delas é buscar harmonizar o verde e amarelo – alusão direta à bandeira, às cores do país – com o vermelho, que é a cor épica dos comunistas. O abrasileiramento tem,  entre outras coisas, esses componentes e isso está presente na marca”. Além disso, colocou, “buscamos também um slogan que pudesse sintetizar um século de lutas, de presença na história brasileira, e optamos por uma abordagem mais na esfera dos sentimentos e das atitudes do que uma referência direta à política, daí esse slogan ‘Cem anos de amor e coragem pelo Brasil’”. 

O slogan remete à luta dos comunistas em defesa do país em vários momentos da história, mesmo enfrentando todo tipo de perseguição e perdas, inclusive de vidas. “Quando o PCdoB, por exemplo, organizou a resistência armada, a guerrilha do Araguaia, foi um ato de amor e coragem pelo Brasil, assim como hoje, na contemporaneidade, os comunistas enfrentam o governo de extrema-direita, neofascista de Bolsonaro, como um ato de amor e coragem pelo Brasil”. 

Quanto ao processo de criação, Adalberto explicou que o partido procurou, a partir da secretaria de Comunicação, com base em um briefing inicial, envolver um conjunto de criadores, designers, publicitários e agências de publicidade que se relacionam com o partido e voluntariamente participaram de um processo. “Cada um enviou uma, duas marcas e ao final, coube à direção do partido escolher. Foi uma escolha difícil porque várias delas tinham qualidade para ser a marca, mas nós tínhamos que escolher uma”. A marca eleita foi concebida pelo publicitário Mauro Panzera e o slogan pelo publicitário Guido Bianchi e pelo próprio secretário. Ao fazer referência ao trabalho realizado, o secretário agradeceu a todos que contribuíram para o resultado final.

Comunicação e Centenário

Para preparar o terreno para as comemorações, a secretaria de Comunicação já iniciou o trabalho nas redes e nos portais, disseminando diversos materiais. “E a partir de janeiro, vamos procurar publicar uma série de conteúdos jornalísticos focados na temática do Centenário do partido, abordando o passado, a nossa trajetória de lutas, a nossa atuação no presente e também a perspectiva de futuro que o PCdoB apresenta para o nosso país”. 

Nas redes sociais, apontou,  “vamos divulgar cards, podcasts e fazer lives. É um trabalho que vai ocupar o cotidiano da nossa comunicação e vai se intensificar a partir de janeiro. Tanto nos veículos de comunicação digitais do núcleo nacional de comunicação quanto dos comitês estaduais e dos principais comitês municipais, vamos dar ênfase a essa questão do Centenário”. 

Adalberto destacou ainda que estão sendo elaborados um curta-metragem e exposições iconográficas pelo país. “Vamos organizar uma exposição junto com a Fundação Maurício Grabois, na Câmara dos Deputados, que vai ser inaugurada em abril. E teremos também um arquivo compacto dela que os estados podem imprimir com material adequado e fazer também exposições iconográficas nas assembleias legislativas, câmaras municipais e outros espaços”.

Comemorações e luta

O Centenário do PCdoB acontece simultaneamente aos 200 anos da Independência do Brasil e aos 100 anos da Semana de Arte Moderna, fatos importantes da história nacional e que, na avaliação de Adalberto Monteiro, se interrelacionam. “O PCdoB, ao longo de seus cem anos,  sempre teve como uma das suas principais bandeiras a luta pela verdadeira independência do Brasil, a luta pela afirmação da soberania nacional”.

Por isso, colocou, “nossas comemorações serão entrelaçadas com o bicentenário da Independência e com o centenário da Semana de Arte Moderna porque o partido também, ao longo de sua história, teve entre seus filiados intelectuais de grande projeção como, por exemplo, os artistas plásticos Di Cavalcanti e Cândido Portinari e o escritor Graciliano Ramos. No presente, nós temos, entre outros, uma grande expressão do samba, da música brasileira que é a Leci Brandão; a escritora  e vereadora do Recife, Cida Pedrosa, que arrebatou o prêmio Jabuti do ano passado, entre tantas expressões da nossa cultura”.

Outro aspecto importante salientado pelo dirigente e que se entrelaça com o Centenário são as eleições presidenciais de 2022. “A grande aspiração do povo brasileiro, da nação e da classe trabalhadora é se livrar do pesadelo que se chama ‘Governo Jair Messias Bolsonaro’. É preciso derrotar o neofascismo e eleger um governo de amplas forças políticas que tenha por programa restaurar a democracia brasileira e iniciar um processo de reconstrução do país. E em um século de lutas, o PCdoB sempre esteve presente nos grandes acontecimentos do país, como este”. 

Para Adalberto, “o nosso centenário vai contribuir para energizar, estimular, impulsionar a militância, os nossos eleitores e eleitoras, para participarem ativamente do processo eleitoral do ano próximo e também porque o partido vai atuar, com toda garra, com todo ânimo, para superar a cláusula de barreira, eleger uma representativa bancada de deputados e deputadas federais e também conquistar cadeiras nas assembleias legislativas pelo Brasil afora. E, por óbvio, também ajudar a eleger governadores que são aliados do partido, senadores etc”. 

Por fim, salientou: “vamos comemorar o centenário com festejos, com atividades pelo Brasil afora, mas vamos comemorar também onde nós sempre estivemos: na linha de frente, junto com o nosso povo, batalhando para que possamos vencer as eleições e reconstruir o país”. 

Por Priscila Lobregatte

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