Diap: bancada da esquerda pode crescer 15% com federação partidária


A bancada da esquerda na Câmara dos Deputados pode crescer até 15% nas eleições 2022. Conforme estudo do Diap (Departamento Intersindical de Análise Parlamentar), PT, PSB, PCdoB e PV tendem a ser beneficiados com a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva a presidente e com uma possível federação partidária entre eles.

Hoje, esses quatro partidos somam 132 deputados federais, sendo 53 do PT. Segundo o Diap, é esperado que essa bancada cresça ao menos 10%, com base nos votos de cada legenda em 2018. “Mas tudo vai depender das candidaturas e dos palanques formados nos estados”, diz à CartaCapital Neuriberg Dias, diretor de documentação do Diap.

O instituto projeta que o recém-fundado União Brasil, fruto da fusão entre DEM e PSL, tende a ser a maior bancada partidária. Da mesma maneira, o PL deve ser beneficiado com a filiação de Jair Bolsonaro e de candidatos que apoiarão a reeleição do presidente.

Para André Santos, analista político da Contato Assessoria, esse cenário trará desafios na governabilidade para o próximo nome a ocupar o Palácio do Planalto. “É aí que um eventual governo de esquerda, que queira reformular medidas de Temer e Bolsonaro, irá esbarrar. A habilidade de negociação vai ter que ser muito grande”, diz ele.

“Atualmente, não tem base para votar facilmente uma PEC, por exemplo, que precisa de 308 votos. O ideal seria conseguir (na eleição 2022) uma base de 200 ou 240 (deputados), mas as projeções apontam números para ter margem para negociações polêmicas e projetos de lei complementares”, conclui André.

Com informações da CartaCapital

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