Renato Rabelo, Ana Prestes e Elias Jabbour debateram a luta pelo Socialismo no século XXI no Congresso da UJS


O primeiro dia do 21° Congresso da UJS (União da Juventude Socialista) contou com debate que reuniu o presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo, a secretária de Relações Internacionais do PCdoB e ex-dirigente da UJS, Ana Prestes, e o professor Adjunto da UERJ, Elias Jabbour, na sexta-feira (15).

O tema do encontro com a juventude foi “Socialismo com a Nossa Cara: A Luta pelo Socialismo no século XXI, com debate conduzido pela presidenta da Ubes, Jade Beatriz.

Nova civilização

Foto: Gabriel Santos/UJS

O presidente da Fundação Maurício Grabois e ex-presidente do PCdoB, Renato Rabelo, participou do debate de forma online. Em sua fala destacou a incapacidade do neoliberalismo em oferecer respostas às questões atuais e indicou a China como um novo modelo a se espelhar para o futuro.

“A ortodoxia neoliberal é, cada vez mais, incapaz de responder aos desafios do modelo atual de desenvolvimento de cooperações e de bem-estar dos povos. O capitalismo atual provoca crescente e brutal concentração de riquezas nas mãos de poucos, agrava a crise social, intensifica a concentração monopolista, exerce o predomínio do capital rentista parasitário e agrava a situação ambiental. Podemos dizer que o tempo presente e o futuro clamam pelo socialismo”, expôs Rabelo.

Leia também: A China constrói uma nova e avançada civilização, por Renato Rabelo

“A questão [socialista] evolui em processo, moldando a alternativa contemporânea. A China é o maior exemplo. O desafio, portanto, é construir uma sociedade que nasce pela revolução e se desenvolve nas entranhas de um mundo dominado pelo modo de produção capitalista. A China, por seu projeto e dimensão, constrói uma nova e avançada civilização”, apontou.

 Socialismo ou barbárie?

Foto: Karla Boughoff/UJS

Ana Prestes, que é pré-candidata a deputada federal no DF pelo PCdoB, trouxe a reflexão de Rosa Luxemburgo, com base em Engels, sobre a encruzilhada da transição ao socialismo ou regresso à barbárie.

“A barbárie é justamente para onde não queremos ir. Por isso, precisamos fazer esse debate do que é o socialismo no século XXl dentro da sociedade. Isso deve ser feito de todas as formas possíveis, onde pudermos, para desmistificar o que é o socialismo”, instigou Ana, que lançou em 2021  o livro “Cem anos da luta das mulheres pelo voto na Argentina, Brasil e Uruguai” (Editora: Instituto E Se Fosse Você?).

“Estamos vivendo também uma crise ambiental, uma crise climática, a sociedade tem que buscar uma saída e o capitalismo não é o lugar para formular essa solução”, completou Ana ao dar exemplos sobre pautas urgentes a serem debatidas.

Salto civilizatório

Foto: Karla Boughoff/UJS

Já Elias Jabbour falou sobre as dificuldades impostas pelo capitalismo e explicou porque o socialismo é uma experiência que ainda se concretizará.

“Como o socialismo nasce no mundo capitalista, que é muito mais poderoso, a experiência socialista é condicionada historicamente e geograficamente, a exemplo do que o Estados Unidos fazem com o bloqueio a Cuba, o cancelamento da Venezuela do sistema de pagamento internacional, o bullying tecnológico que faz com a China […] A nossa proposta de sociedade, a socialista, é apenas um embrião. A experiência chinesa é embrionária. Enquanto a experiência socialista tem 100 anos, o capitalismo tem 600 anos, o feudalismo teve 2 mil anos. Devemos considerar isto para não cair em desilusão”, afirmou.

O professor Elias Jabbour é autor do livro “China – O Socialismo do Século XXI”, (Editora Boitempo), com Alberto Gabriele, que já vendeu 7 mil cópias – fato inédito para a temática.

Ao completar a sua fala, conclamou aos presentes serem partícipes dessa “nova experiência”, que deve ter como primeiro ato, no Brasil, a eleição de Lula à presidência.

“Precisamos dar um salto civilizatório. Isso demanda que a gente construa aqui no Brasil uma maioria política na sociedade a partir da eleição do Lula, capaz de engendrar uma maioria cultural na sociedade de caráter antineoliberal, antifascista, e, evidentemente, antirrascista e antimachista”, finalizou.

Juventude que acompanhou o debate. Foto Enzo Ferraro/UJS

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