PCdoB reúne oito partidos contra reforma política fatiada


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A líder do PCdoB na Câmara, deputada Manuela d´Ávila (RS), reuniu líderes e vice-líderes de oito partidos com representação na Câmara, na manhã desta terça-feira (19), para discutir a proposta de votação da reforma política marcada para os dias 9 e 10 de abril. “Nós reunimos aqui oito partidos com a mesma preocupação, que a reforma politica seja votada não de forma fatiada, e que seja democrática”.

O objetivo é evitar que o fim das coligações nas eleições proporcionais seja votada em primeiro lugar.

Os líderes partidários saíram da reunião com o objetivo de unificar o discurso com os deputados de suas bases e, nesta quarta-feira (20), em reunião com o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), apresentar suas preocupação.

“Vamos adotar uma série de procedimentos, que será discutida com a presidência da Câmara”, anunciou Manuela, explicando que a proposta é alterar a ordem de votação das matérias. Ela destaca que as questões técnicas podem parecer incompreensível aos olhos do leigos, mas pode definir se a votação da reforma política será “uma farsa ou uma verdade”.

O objetivo é evitar que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com as coligações nas eleições proporcionais seja votada em primeiro lugar, “porque nós sabemos que esse é o objetivo que unem os grandes partidos. Essa é a reforma política que eles querem”.

“Nós queremos uma reforma de verdade, que transforme as eleições, para ter ideias debatidas de maneira mais clara e as pessoas sejam menos mais importantes e as ideias e partidos sejam mais relevantes”, explica a líder comunista. E acrescenta: “Isso significa uma reforma política diferente da que nós estamos sentindo que vai ser votada”.

Para Manuela, se o financiamento exclusivo público de campanha e a lista preordenada forem votados antes, pode garantir a continuidade das votações. Caso contrário, sendo votado primeiro a PEC do fim das coligações, é possível que a reforma política se resuma a essa mudança pontual.

“Há anos a gente vê clima de votação para reforma política, mas na prática são votadas minirreformas, sempre com tendência de votação de detalhes, que excluem os pequenos partidos, que não apresentam ameaças à democracia e nem representam problemas para vida política brasileira”, afirma a deputada.

Segundo ela ainda, “muitos partidos têm pontos em comum, uns defendem financiamento exclusivo público de campanha; outros coincidência de mandatos”, diz, reafirmando que não existe uma proposta de consenso, o consenso existe apenas na ideia de que o assunto exige um debate profundo sobre as mudanças a serem implementadas na vida político-eleitoral do país. “Todos tem uma coisa em comum: que o debate sobre a reforma política seja um debate profundo”, conclui a parlamentar.

Participaram da reunião na Liderança do PCdoB, que convocou a reunião, líderes do PSB, PDT, PTB, PRB, PSD, PSC e DEM.

De Brasília
Márcia Xavier

Um comentário

  1. Antigamente, nós diríamos que que PCdoB, PSB, PDT e PTB, seriam próximo do campo de esquerda e os partidos como DEM, PSC,PSD e PRB completamente vinculados com o campo de direita (basta ver de onde vem os seu maiores expoentes), porém como todos se parecem, vou dar minhas 5 contribuições para a Manoela dÁvila em reunião com os seu pares encaminhar para o Relator da Reforma Política, deputado federal Henrique Fontana (PT-RS):

    1)Toda e qualquer votação,o voto NÃO SERÁ SECRETO, finalmente saberemos que é quem nas Câmaras Municipal e Federal, Assembleias Legislativas e no Senado.

    2)O Senado deveria acabar e os mandatos transformados em deputados federais e ao termino o cargo será instinto.

    3)O cidadão só poderá ter o mesmo mandato duas vezes em sua vida, ou seja poderá ser duas vezes Vereador, duas vezes Dep. Estadual, duas vezes Dep. Federal, Senado será instinto, duas vezes Governador e duas vezes Presidente (Importante o cargo valerá para todas as unidades da federação bem como as cidades do território brasileiro – para não haver duvida é no máximo duas vezes qualquer cargo em sua vida – o político não pode ser uma profissão)

    4)Caso em uma eleição, os votos nulos atingirem 50% mais 1 voto, (entre todos os eleitores que foram votar) automaticamente todos os que disputavam determinado cargo na eleição não poderão concorrer na eleição suplementar que ocorrerá no máximo 45 dias após.

    5)O voto deverá ser facultativo, isto já deveria existir em nosso código eleitoral.

    Em fim, sonhar não custa nada, porém sabemos que não entrará na pauta,nenhum das minha sugestões.

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