A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta feira (16) projeto de resolução de autoria do vereador Orlando Silva (PCdoB) reconhecendo os vereadores comunistas cassados por motivos ideológicos em 1947 como legítimos representantes do povo paulistano.
“O reconhecimento dos mandatos dos militantes do Partido Comunista do Brasil é uma vitória da sociedade paulistana, que votaram nos candidatos comunistas e não tiveram a expressão de suas vontades respeitadas. Além da homenagem aos vereadores paulistanos que não puderam exercer seus mandatos, a resolução repõe a História e fortalece a democracia”, disse o vereador.
Em novembro de 1947 foi realizada a eleição para a Câmara Municipal de São Paulo, a primeira após o fim do Estado Novo. Neste período o Partido Comunista do Brasil (PCB) teve seu registro cassado por perseguição política e ideológica e os militantes comunistas organizaram suas candidaturas através do Partido Social Trabalhista (PST).
O resultado da eleição foi a ampla vitória dos candidatos de Prestes, como eram chamados, com a conquista de 15 cadeiras. Os comunistas eleitos tiveram ampla votação, inclusive com os mais votados, e a eleição de Elisa Kauffmann Abramovich, uma jovem judia de 28 anos, reconhecida pelos seus feitos feministas e considerada a primeira mulher eleita para o legislativo paulistano.
Os partidos derrotados entraram com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impugnar o registro do PST paulistano. Mesmo com o resultado promulgado e a distribuição das cadeiras da Câmara Municipal realizada o TSE, por 4 votos a 3, decidiu suspender o funcionamento do PST e impedir que os vereadores comunistas fossem diplomados.
Os vereadores comunistas, Mário de Souza Sanches, Orlando Luís Pioto, Adroaldo Barbosa Lima, Antonio Donoso Vidal, Armando Pastrelli, Calil Chade, Elisa Kauffman Abramovich, Itubirdes Bolivar de Almeida Serra, Benedicto Jofre de Oliveira, Benone Simões, Raimundo Diamantino de Souza, Meir Bernaim, Mauro Gattai, Luiz João e Carlos Niebel, finalmente tiveram seus mandatos reconhecidos simbolicamente.
Informações da assessoria de imprensa do vereador Orlando Silva


Muito interessante, hoje dia 16/07/2013 estive conversando com um deste vereador cassado em 1974; por nome “Armando Pastrelli”, hoje com 94 anos completando 95 agora em Agosto. Ele mim pediu para procurar na internet alguma coisas referente a ele, e encontrei a historia que ele mim contou. ele não está sabendo que seu mandato foi reconhecido agora, ele vai ficar muito contente guando eu falar pra ele.
sr. Renato vcs deveria fazer uma homenagem para o vereador Armando Pastrelli na Câmara dos Vereadores, ele lembra-se de tudo isso e ainda está um homem lúcido vc deveria conhecer ele. o meu abraço Moisés
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Olá Pedro. Sou neto de Antonio Donoso Vidal e apesar de minha família manter o mesmo endereço desde que meu avô ainda era vivo não recebemos nenhum tipo de contato referente a anistia da Câmara dos Vereadores.
Como esta questão está sendo trabalhada? quais as repercussões disto?
Ainda ocorrerão solenidades para a entrega dos diplomas? O que isto significa? O que mais esta anistia fará para as famílias destes políticos que dedicaram a vida por um Brasil melhor?
Fico no aguardo de sua resposta.
Renato
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Hoje tomei conhecimento e fiquei feliz que os antigos comunistas que tanto sofreram, inclusive meu pai ANTONIO DONOSO VIDAL, tiveram o reconhecimento dessa casa.Lastimo profundamente, e fiquei chocada, por não ter sido localizada para a cerimonia, pois moro no mesmo endereço que o dele, há 50 anos. Hoje aos quase 65 anos conheço muito do PCB porque meu pai foi atuante e como filha de militante tinha que ser itinerante não podendo ficar no mesmo local, pois o DOPS estava sempre em nosso encalço, convivendo com vários membros do partido na época.Meu pai deu a vida, a saúde, e a carreira e sua morte prematura foi devido as torturas que sofreu, dentre eles o episódio histórico de 21 de abril de 1937, EPISÓDIO MARIA ZÉLIA e não mencionado por V.Sas. em suas notas biográficas.Cumpre esclarecer que ele nasceu na cidade de São Paulo, lutou nas trincheiras de 1932, condecorado como capitão por ato de bravura e rebaixado a cabo, quando de sua prisão em 1937. O Sr. Luis Carlos Prestes frequentava nossa humilde casa e meu pai sempre estava à frente em seus discursos.Devido ao meu nome Sonia Olga Donoso sofri muita perseguição durante minha vida estudantil. E agora que para quem foi ou é comunista não tem retaliações, nem sequer fui chamada para a homenagem a meu pai. Além disso meu irmão caçula aos 16 anos foi preso pelo Delegado Fleury e meu pai que foi torturado e deu sua vida pelo partido, nunca fomos procurados pelo partido para oferecer solidariedade, E, para finalizar não fui chamada para uma homenagem póstuma ao grande herói que foi ANTONIO DONOSO VIDAL.
Solicito que seja retificado os dados biográficos de ANTONIO DONOSO VIDAL – natural de São Paulo, Capital e hoje suas cinzas estão depositadas no mausoléu dos heróis de 32
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