A taxa de juros continua a subir. Péssimo para o Brasil


Depois de quase dois anos sem aumento, em abril o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central deu início a mais uma rodada de altas da taxa de juros (SELIC), chegando – com a alta de 0,5% na reunião de quarta-feira última – ao patamar de 8,5%. Justificativas técnicas aparecem e a próxima ata do COPOM somente deverá confirmá-las. Porém, o que é difícil de compreender é como um país do porte do Brasil possa se curvar diante de pressões de setores ligados ao capital financeiro rentista. E num momento em que a geração de empregos e a produção industrial dão claros sinais de queda.

A alta de juros é uma notícia péssima para o país. Expõe a olho nu, o real poder exercido pelo dito mercado e a grande mídia comercial conservadora; ambas criadoras de crises e capazes de desestabilizar todos que vão contra seus interesses. Saltos qualitativos ocorreram simultaneamente em nossa política de juros nos últimos anos. Não era imprevisível a reação dos detentores dos títulos da dívida pública e seus porta-vozes.

Esta mesma mídia e seus “analistas” se esforçam por fabricar crise atrás de crise a começar no início do ano com a farsa do propalado “apagão”, que se revelou um tiro pela culatra, depois o ataque à Petrobras, passando pela ridícula “inflação do tomate”, minando diariamente qualquer esforço do governo voltado à criação de um ambiente favorável para o investimento produtivo. Ao contrário tentam demonstrar à população que esse governo seria incapaz de controlar a inflação. Ganharam a iniciativa política, intentam em isolar nossa presidenta Dilma Rousseff e o Banco Central apenas confirma o atual estado da correlação de forças da política nacional. O Banco Central não é independente. Em lugar nenhum do mundo existe BC independente. No Brasil não seria diferente. É como acreditar na imparcialidade dos meios de comunicação privados.

A luta política está aberta, esgarçada e com sinais de radicalização pela direita. O embate é renhido. Ao nosso campo político demanda mais defesa consequente do governo, ajudando-o a enfrentar este momento difícil para a Nação. Sempre no rumo do avanço. Nunca do retrocesso.

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