Após discurso enérgico na abertura da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (24), a presidenta Dilma Rousseff foi destaque nos jornais, com amplo apoio da imprensa alternativa no mundo. Em entrevista, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, afirmou que “o discurso de Dilma se converte em uma atitude firme, corajosa e decidida. Uma posição que merece todo o nosso apoio, nosso respaldo e que elava a nossa confiança”.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
Para Renato Rabelo, Dilma realizou um pronunciamento de alto nível, que vai ao encontro de todas as questões da geopolítica no mundo, ressaltando a valorização das relações multilaterais e o respeito mútuo entre as nações.
Ele ainda destacou que “a voz de Dilma contribui para a luta daqueles que se posicionam contra o imperialismo, dessas atitudes belicistas empreendidas pelos Estados Unidos, escancarando o cinismo do imperialismo”.
Para o dirigente comunista a postura assumida pela presidenta Dilma é um “dedo na ferida” aberta pelo imperialismo. Segundo ele, a mandatária acerta aos afirmar que “os atos de espionagem empreendidos pelo imperialismo não é uma afronta somente ao Brasil, mas a todos os países do mundo”.
Renato também destacou que durante o pronunciamento Dilma foi além e realizou a defesa da política externa do Brasil, com uma defesa clara de construção de um mundo multilateral. Além de pontuar sua opinião sobre a questão da Síria. “E ela afirmou: o Brasil repudia intervenções unilaterais ao arrepio do direito internacional. Agir dessa maneira só agravaria as relações e causaria ainda mais sofrimento para o povo”, lembrou Renato.
Valor da democracia
Renato Rabelo recordou ainda que a presidenta se manifestou sobre as manifestações de junho no Brasil. “Ela poderia não destacar esse capítulo, mas fez questão de expor. Isso porque a nossa presidenta vê nas manifestações de junho um ato fundamental para o aprofundamento da democracia e de mudança social no país. Tal posição deixa claro o valor dado por Dilma ao aprofundamento do processo democrático no país”, refletiu Renato.
“E por que Dilma apresentou tal posição na ONU? Porque a presidenta entende que a voz das ruas, que é composta pelos movimentos que reivindicam ainda mais mudanças, é o nosso chão, a nossa base para a construção de uma nação ainda mais forte. Deixar isso claro para a comunidade internacional sinaliza a atitude e o compromisso desse time que há 10 anos governa o Brasil. Sinaliza o compromisso de Dilma com o povo brasileiro”, ressaltou.

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