“Em 2014 a luta é por direitos a mais e nenhum direito a menos”, esse foi o tom dado por Maria das Neves, estudante de história e coordenadora de Juventude da União Brasileira de Mulheres (UBM), ao apresentar as palavras de ordem definidas na Assembleia Geral do Movimentos Sociais no Fórum Social Temático 2014 (FST-2014), que serão defendidas pela juventude ao longo de 2014.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
Em entrevista à Rádio Vermelho, Maria da Neves destacou a participação das jovens feministas no FST-2014. Segundo ela, o evento foi um passo muito importante neste início de ano é a construção de uma agenda unificada dos movimentos sociais.
Bandeiras para 2014
Maria das Neves, que também é diretora nacional de Jovens Feministas da União da Juventude Socialista (UJS), também elencou algumas da bandeiras que nortearão os movimentos em 2014 entre elas o combate à desigualdade de gênero, a luta contra o imperialismo, a defesa da paz e da soberania e autodeterminação dos povos.
“A partir da unidade da força dos movimentos iremos ocupar as ruas de todo o mundo contra o machismo, o patriarcado, o capitalismo – que acentua as desigualdades entre homens e mulheres -, defender a autonomia e soberania dos povos, combatendo a espionagem norte-americana, e registrando a solidariedade do povo brasileiro as nações vítimas do imperialismo, como é o caso do povo colombiano”, enumerou ela.

Luta pelo avanço nas mudanças
Partindo de uma perspectiva mais teórica, a coordenadora de Juventude da UBM lembrou que “não será nos marcos do capitalismo que as mulheres alcançarão mais direitos”. Segundo ela, a juventude joga um papel fundamental na desconstrução desse sistema que alimenta o machismo no interior da sociedade. “No próximo período, nossa luta será para a ampliação das políticas públicas voltadas para as jovens mulheres, além do debate histórico do moivmento feminista pela autonomia do corpo, contra o estatuto do nascituro.
Ela acrescentou: “É o feminismo a luta por igualdade entre homens e mulheres e não de mulheres contra homens. Portanto, cabe à juventude e às feministas, vanguarda das transformações sociais, convocar no próximo período grandes jornadas de lutas, realizando um grande 8 de Março”.
Ao pontuar a luta das mulheres em 2014, Maria das Neves alertou que ela não deve perder de vista luta peloavanço das mudanças no Brasil, tendo como norte a luta pelas reformas estruturais, especialmente, as reformas política e dos meios de comunicação.
“Nossa palavra de ordem é continuar as jornadas de luta, que não foram inauguradas em junho, mas que tiveram nesse período um momento de reafirmação de sua urgência e atualidade e a radicalidade que tem o povo brasileiro em impulsionar o nosso país para os rumos da mudança e aprofundar a democracia”, destacou ao citar declaração
Ouça a íntegra da entrevista na Rádio Vermelho:
Programa Resistência