Os números vão caindo e a “nova política” se desesperando. Após as últimas pesquisas mostrarem queda nas intenções de voto para Marina Silva, com Dilma abrindo vantagem no primeiro e segundo turno, a candidata do PSB recuou (de novo) e assumiu a aliança com os tucanos de São Paulo: anteriormente, Marina se recusava a aparecer em propagandas eleitorais que vinculassem sua candidatura à de Geraldo Alckmin, do PSDB, na frente na corrida pelo governo estadual paulista. Agora, com a queda nas pesquisas e a pressão de seus coordendores de campanha, Marina arrefeceu as críticas à gestão do tucano e aparecerá em santinhos ao seu lado.
É essa a tal “coalizão programática”, Marina? Ou devemos presumir que Alckmin é também representante da “nova política”? Depois de constantes trocas de partido, da tentativa frustrada de criar a sua própria sigla, da aproximação com segmentos antes distantes e de tantas contradições e mentiras, as ações de Marina mostram que, no fundo, o que vale é o voto a qualquer custo, o acesso ao poder.
Contradizendo o discurso da própria candidata, em entrevista à FolhaTV, Walter Feldman, coordenador de campanha do PSB, afirmou que, caso eleita, Marina vai sim negociar com o que chamam de “velha política”. Feldman foi membro do PSDB entre 1988 e 2013 e participou da tentativa de criar a Rede Sustentabilidade, que seria o partido liderado por Marina. Aliás, foi ele quem aproximou Marina de Eduardo Campos e costurou a parceria entre eles. Feldman andou até criticando a Petrobras, repetindo uma prática recorrente dos setores políticos aos quais costuma estar vinculado, admiradores de privatizações e da precariação dos serviços públicos. É o novo que nasce velho


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