A presidenta Dilma Rousseff encerrou a quarta-feira (8) de campanha em João Pessoa, em comício que contou com a participação do candidato à reeleição ao governo da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que já lhe declarou apoio e lamentou a postura de Aécio Neves: “Eu vejo com muita tristeza o candidato das elites querendo partir o Brasil ao meio, entre os mais carentes e os mais ricos (…) mas eles não passarão. Esses ficarão no próximo dia 26 e nós vamos dar continuidade às mudanças que o Brasil e a Paraíba estão fazendo. Esta é a eleição das nossas vidas. Não podemos deixar nem o Brasil nem a Paraíba retrocederem!”
Durante o comício, que contou com a participação do cantor e compositor Chico César, Dilma agradeceu as palavras de Coutinho e os votos que a Paraíba lhe deu no primeiro turno. Para a presidenta, desenvolver a Paraíba é fazer com que o povo do estado tenha as melhores condições de vida, de trabalho e de saúde. “Sei que tenho no Ricardo Coutinho um grande parceiro. A gente está junto e misturado. O misturado é o fato de a gente ter projetos muito iguais pra este estado e pra este país.”
A presidenta começou a comparar o Brasil da década de 1990, governado pelo PSDB, com o Brasil do século XXI, governado pelo PT. “Quando o PSDB governou o país, muitos de vocês ainda eram muito jovens, por isso a gente tem que lembrar a vocês o que eles faziam”.
“Havia um tempo em que o governo achava que o Brasil começava e acabava no Sudeste, que governava para 1/3 da população, e não para 200 milhões. E quando eles dirigiram este país, o salário era pequenininho, e o desemprego era alto.”
Dilma lembrou e citou nominalmente o ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Armínio Fraga, que manteve os juros médios praticados no Brasil a 25% (Hoje a taxa Selic é de 11% ao ano). Aécio já disse que, caso eleito, Armínio Fraga será seu ministro da Fazenda.
“Nós colocamos o Norte e o Nordeste no orçamento do país. Colocamos no orçamento os mais frágeis e os mais pobres. No Brasil de hoje, as universidades chegaram e os jovens estão fazendo mestrado e doutorado, alguns no exterior; em 2002, na época do PSDB, 54% da população era classe D e E, as classes mais pobres. Mais da metade do Brasil. Hoje, mais de 70% do país é das classes, A, B e C. A classe média no Brasil cresceu como nunca.”
“Eles [o PSDB] quebraram este país três vezes. A última vez que teve crise no mundo, em 1999, eles se ajoelharam diante do FMI porque não tinham dinheiro para pagar as contas do país. Ainda temos muito o que melhorar. Mas eles não dizem como vão fazer as coisas!”
“Pela primeira vez este país respeitou a América Latina. É um enorme mercado, com grande potencial. Somos a sétima economia do mundo. Nossa região precisa crescer, isso é bom para nós, é bom para eles. Hoje nós somos a sétima economia do mundo. China, Índia, Rússia e África do Sul são grandes parceiros.”
Dilma falou ainda do combate às diversas formas de discriminação e de preconceito, e também falou sobre reforma política. E concluiu o discurso com um pedido: “Olhem para a urna, o que está em jogo é uma visão de Brasil econômico, social. Isso é para os próximos 20 anos. Olhem para as urnas e vejam o futuro do seu país, do seu filho, do seu neto!”


Os empresários precisam aumentar os seus lucros e o salário do trabalhador
está muito alto e prejudica a indústria nacional. palavras do Aécio.
faltou dizer
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