Reconstrução brasileira na Antártica


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O lançamento da pedra fundamental do projeto de reconstrução da Estação Antártica “Comandante  Ferraz”(EACF), em Punta Arenas, Chile, nesse 29 de fevereiro último, demonstra o potencial do Brasil no enfrentamento de seus inumeráveis desafios e a reafirmação do seu papel estratégico no mundo.

 

Para entender a relevância desse momento é importante lembrar que a comunidade científica do país acompanhou, preocupada, a notícia do grave incêndio que destruiu o prédio principal da estação que servia de base para as pesquisas do Programa Antártico Brasileiro, em fevereiro de 2012.

Tendo se tornado Membro Consultivo do Tratado da Antártica em 1983, o Brasil passou a ter participação nos processos decisórios sobre a gestão ambiental e o futuro político da Antártica e do Oceano Austral na área do Tratado. Orientado por essa compreensão ocorreu importante cooperação internacional entre os países que participam do Tratado para manter as pesquisas e retomar a reconstrução no período pós incêndio.

A solenidade que marcou o início da reconstrução da Estação Antártica “Comandante Ferraz” contou com comitivas do Brasil, do Chile e da China integradas por ministros, comandantes das Forças Armadas,  representantes do corpo diplomático, parlamentar e empresários. 

O descerramento da placa ocorreu em Punta Arenas, Chile, no Instituto Antártico Chileno porque as condições meteorológicas não permitiram o deslocamento para o território antártico, expressando bem as dificuldades para a realização do programa. 

A comitiva brasileira foi integrada pelo Ministro da Defesa Aldo Rebelo, Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Celso Pansera, Deputada Jô Moraes, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Comandante da Marinha, Almirante Leal Ferreira, Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro Rossato, Embaixador Júlio Bitello, Chefe de Gabinete do Ministro das Relações Exteriores entre os demais dirigentes e técnicos das instituições que cooperam com o programa.

Presentes, também, ex-Chefes de Operações Antártica, como o Comandante Antonio José Teixeira, o Comandante Edison Nascimento Martins e o Contra-almirante José Henrique Elkfury. Os pesquisadores, agentes maiores desse desafio científico, não puderem comparecer pelas condições meteorológicas que os reteve na base da estação.

Passados quatro anos, a reconstrução é iniciada depois de um concurso para escolha do melhor projeto arquitetônico, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e depois de concluída a Concorrência Pública para execução da obra. O projeto vencedor foi assinado pelo arquiteto Fábio Henrique Faria, de Curitiba. E a empresa de engenharia especializada para a execução, vitoriosa na concorrência, foi a China Electronics Import and Export Corporation (CEIEC). 

O Programa Antártico Brasileiro está muito mais perto da vida das pessoas do que se pode imaginar. Nessas três décadas, ali se realizaram uma média anual de vinte projetos de pesquisas nas áreas de biologia, biologia marinha, geologia, meteorologia, arquitetura entre outras. O Professor Antônio Batista Pereira, da Universidade do Pampa, RS, presente à solenidade, pesquisador de comunidades vegetais de áreas de degelo, não esconde seu entusiasmo na investigação dos bio-inseticidas, que poderão até entrar na guerra contra o aedes. 

Deputada Jô Moraes-PCdoB/MG

2 comentários

  1. De fato, matéria muito esclarecedora. E a relevante participação efetiva do Brasil na reconstrução dessa obra só nos faz orgulhosos dos nossos prepostos, como o ministro Aldo Rabelo e Jô Morais, na condução desse projeto. Parabéns!

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