Vanessa Grazziotin denuncia irregularidades na sessão do Congresso


A sessão do Congresso Nacional que aprovou a alteração da meta fiscal “certamente” será questionada na Justiça, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), logo após a votação, que terminou na madrugada desta quarta-feira (25). “Nunca vi uma sessão tão recheada de ilegalidades”, disse ela. “Espero que a gente tenha ainda a Justiça para contar”.

 

Agência Senado

"Hoje vai ficando claro que há de fato toda uma articulação para criar o clima para eles fazerem o que estão fazendo", disse a senadora.

“Hoje vai ficando claro que há de fato toda uma articulação para criar o clima para eles fazerem o que estão fazendo”, disse a senadora.

A senadora afirmou que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que conduziu os trabalhos da sessão do Congresso, “atropelou” a minoria durante a votação. Uma das medidas mais criticadas pela oposição foi o fato de Renan não considerar que as sessões terminavam e recomeçavam a cada quatro horas.

Com isso, os oposicionistas ficaram impedidos de solicitar, a cada sessão, o tempo de discurso reservado aos líderes. ” Ele não teve nem resposta. Foi-se renovando (a sessão) automaticamente. Isso não existe”, disse a senadora, explicando que a manobra de Renan impediu as tentativas de obstrução da Minoria garantida no regimento da Casa.

Segundo ela, o resultado foi “bastante grave”. “Hoje vai ficando claro que há de fato toda uma articulação para desgastar a presidenta Dilma e impedir que ela governasse e criar o clima para eles fazerem o que estão fazendo”, disse.

Cheque em branco

Para o deputado Afonso Florense (BA), líder do PT na Câmara, foi aprovado um cheque em branco para o governo ilegítimo de Michel Temer, com aumento significativo de deficit com projeção de frustração de arrecadação futura.

“Ele projeta uma frustração de receita e aumenta a previsão de deficit. Ao mesmo tempo, no novo texto, retira-se a obrigatoriedade de pagamento do SUS (Sistema Único de Saúde), do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), das Forças Armadas, de transferências para os estados etc”, disse.

“Ele deixa de se comprometer de como vai gastar, projeta uma frustração de receita – que provavelmente não se realizará, já que ele vai arrecadar – e prevê uma autorização de gasto sem vincular a rubrica de autorização de gasto. É um cheque em branco”, completou.

De Brasília, com agências

3 comentários

  1. O que dói mais é sabermos que não temos a quem recorrer, os golpistas estão fazendo o que querem, afinal o STF está atolado no golpe. Pobre Brasil!

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  2. Não há o que achar se a parte da população que quer ver Dilma fora não se importa com as evidências e, agora, com as provas de que foi um Golpe branco que está para tirar Dilma definitivamente. Prefere fingir que não entendeu isso. Prefere até mesmo se passar por ingênua, desde que Dilma não assuma novamente seu cargo de presidente da república. Por outro lado, temos a população que apoia Dilma, que não é tão grande, e a população que, mesmo sem apoiar Dilma, não participou das passeatas para tirá-la do poder, também não vai participar novamente, mesmo não concordando com um vice como Temer. É do perfil (a pessoa que fica em casa, indiferente, se queixando ou reclamando) desse tipo de pessoa ficar em casa, não acreditar em políticos e muito menos em movimentos populares.

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