Senado consuma o golpe, a luta continua


Encerrada a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Por 61 votos a 20, o Brasil vive mais um golpe de destituição da presidenta eleita pelo voto popular. O Senado decidiu que ela perde o mandato,porém não cassou seus direitos políticos. Defensores da presidenta Dilma reafirmaram o caráter golpista de seu afastamento.

Agência Senado

A votação, que consistiria numa única pergunta aos senadores, foi dividida em duas questões. Na primeira, os senadores foram indagados se Dilma cometeu esses crimes. Por 61 votos a 20, eles responderam sim. Na segunda votação, não foi aprovada a inabilitação de Dilma por oito anos para o exercício de função pública. 

Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a decisão foi política e representa um “golpe contra o povo brasileiro”. A senadora acrescentou ainda que a “luta continua, fora Temer”.

O senador Humberto Costa (PT-PE) manifestou preocupação de o país viver um período de insegurança, que não será superada por um governo que não tem a legitimidade do voto. Para ele, “o Senado entra para as páginas mais tristes da História. A presidenta Dilma foi cassada. Lutamos como pudemos para evitar que essa aberração prosperasse. Mas venceu o fisiologismo, o acordão, o baixo nível político, o golpe”.

Lindbergh Farias (PT-RJ) promete fazer “oposição implacável” e considera o governo Temer ilegítimo. “Nós não reconhecemos Michel Temer como presidente legítimo”, disse. “Será uma oposição implacável”, afirmou Lindbergh. 

De Brasília, com Agência Senado 

Um comentário

Deixar mensagem para Anônimo Cancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.