Socorro Gomes: Nova intentona não derrotará a revolução cubana


Está sendo gestado mais um ato na longa farsa que é a dita guerra de “baixa intensidade”, que de baixo só tem o método, dos Estados Unidos contra Cuba. Nesta guerra suja, como visto em tantas latitudes, reacionários sequestram demandas ditas populares, instigando manifestações encabeçadas por uma minoria que promove a agenda golpista das elites e do império. Tais intentonas pretendem destruir o socialismo em Cuba e devem ser condenadas.

Esta é a já denominada “farsa de San Isidro”, que manipula demandas legítimas por participação no aperfeiçoamento da democracia cubana (ou no que se tornou chavão vazio, “diálogo”) para, na realidade, infiltrar nas manifestações a pauta reacionária e imperialista. As vozes revolucionárias no país que de forma legítima têm propostas para aquele aperfeiçoamento instam os defensores da democracia e da soberania, do socialismo e do progresso histórico, a não se iludirem com o tal grupo de artistas chamado “movimento San Isidro”. 

Não faltam evidências da sua ligação com o império e um dos seus, alegado “prisioneiro político”, foi filmado em claro desacato e ofensa a um policial, numa manifestação, e dizendo que seu presidente é ninguém menos que Donald Trump. Coerente, já que uma das recentes “manifestações” do grupo foi uma clara violação das normas sanitárias no combate à Covid-19, comportamento irresponsável promovido pelo próprio Trump.

Basta ver quem são os mais vocais apoiantes do tal “movimento” nas mesmas redes sociais que servem à fabricação de golpes: o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo e o senador Republicano Marco Rubio, conhecido reacionário e apoiador de golpistas, descendente cubano instalado em Miami, saltam logo à vista. Também é o caso do representante do império na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que mais recentemente teve parte ativa no criminoso golpe na Bolívia, logo derrotado nas urnas pelo povo soberano daquele estado plurinacional e cujas forças ficaram expostas pela brutalidade do seu método e do seu intento.

Como afirmou a União de Juristas de Cuba em nota divulgada nesta sexta-feira (4), a farsa pretende “socavar a ordem política, econômica e social através de um golpe suave apoiado pelos EUA”; os juristas reforçaram o que disse o presidente cubano Miguel Díaz-Canel: “Cuba soberana não aceita ingerências” e “o povo revolucionário dará o combate”. Como sempre deu, em honrosa resistência. 

O Conselho Mundial da Paz está sempre a postos, em condenação contundente a mais um ignominioso crime contra a soberania de Cuba. É mais uma vez ultrajante o ataque a um país que tem oferecido aos povos de todo o mundo apoio e solidariedade, em empenho constante por fortalecer a Cultura de Paz, a amizade e o respeito entre as nações, enquanto o império leva a guerra e a destruição aos que não se submetem.

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Já são mais de 60 anos de um bloqueio criminoso, econômico e midiático, contra Cuba e seu povo. Os Estados Unidos e demais países cúmplices não puderam aceitar que  a independência e a soberania nacional triunfassem, que Cuba revolucionária mostrasse ao mundo que é possível construir uma democracia verdadeira, tornando palpável o sonho de todos os povos de emancipação social. São conquistas do povo cubano, mesmo sob as condições mais difíceis de bloqueio e de agressão constante, em que o império busca impossibilitar o seu desenvolvimento, solapar sua soberania e destruir o estado socialista. Por isso mostram-se ainda mais honrosas, pondo em evidência o firme caráter deste povo, sua elevada consciência e imenso humanismo. Isso demonstra que a vontade de um povo soberano e solidário não pode ser facilmente derrotada e se faz valer em heróica defesa da Pátria e da sua revolução.

Portanto, quando mais uma vez emerge um movimento que se diz defensor da democracia, mas tem o respaldo das mesmas forças que mantêm constante o ataque à soberania do seu povo enquanto brutalizam os seus próprios cidadãos em protesto por condições dignas de vida, aquele movimento não pode nos iludir. Demandas legítimas têm sido feitas por forças conscientes de que uma coisa é contribuir para o aperfeiçoamento do seu sistema político e outra é render as históricas e inspiradoras conquistas da revolução às forças reacionárias, às elites entreguistas. E é isso o que o tal movimento arrisca.

Os povos vítimas da opressão e das políticas de destruição e morte têm na revolução cubana um sendeiro de esperança e no povo cubano um povo irmão, amigo aguerrido, culto e honrado. Este povo não se fecha em sua própria construção, como aliás o bloqueio busca fazer, isolando-o, mas continua levando solidariedade e amparo às populações mais necessitadas e nos momentos mais graves, como fazem as brigadas médicas nesta pandemia. Por isso, se lograsse, o intento instigado pelo império traria uma verdadeira tragédia àquele povo e uma perda inestimável para toda a humanidade. Deve ser condenada por todos os solidários ao povo cubano, que defende a sua soberania e a sua emancipação nacional e social, por todos que defendem o respeito à soberania nacional e  a autodeterminação dos povos.

Temos a certeza de que a revolução cubana, em que pese todas as dificuldades impostas pelo bloqueio e pela atual conjuntura mundial, vencerá mais uma vez o decadente e covarde império e sairá mais forte e unida na consolidação de uma sociedade próspera e justa, uma sociedade socialista, independente e soberana. Nós, dos movimentos anti-imperialistas, da paz e da solidariedade internacional, como sempre, estamos ao lado do povo cubano na resistência a mais esta intentona contra a sua revolução, denunciando nos mais firmes termos a ingerência imperialista e o oportunismo das forças antipatrióticas que, temos convicção, não lograrão render a sua própria nação. 

*Socorro Gomes é a presidenta do Conselho Mundial da Paz

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