Orlando Silva: A delação contra Jesus Cristo


Nesta última semana de março, os cristãos de todo o mundo vivenciam, mais uma vez, uma data de grande simbologia, que aflora a compaixão, humanismo, solidariedade, ética, responsabilidade social e preocupação com o próximo. A Páscoa é o dia mais importante da fé Cristã, mas também é um momento de reflexão e recolhimento. 

Por Orlando Silva*

Agência Câmara

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Orlando Silva

Ao assistir o rito da paixão de Jesus Cristo, nesta Semana Santa de 2016, revivemos também um período da história de vida de um homem que pregava a mudança, o avanço social, o combate à pobreza, a violência, o respeito às mulheres, entre muitas ações. Em quase todos os seus sermões, Jesus Cristo pontifica a base de uma sociedade na qual os seres humanos não explorem uns aos outros, na qual o homem não seja lobo do próprio homem.

Mas, a história mostra que pensamentos tão avançados nem sempre encontram repouso em sociedades com ordens de pensamento pré-estabelecidas. Denúncias de charlatanismo e de homem inimigo do povo e do Estado resultaram na prisão e condenação, injustamente, de Cristo. 

A lição que tiramos dessa história, e que deve nos levar a refletir nesta Páscoa e em muitas outras, é que não podemos nos render às injustiças do cotidiano e nem à determinada Justiça, que tem como base uma metodologia de condenações prévias, julgamentos em praça pública e condenações sem provas. Precisamos, cada um de nós, coletiva e individualmente, refletir sobre como a história nos ensina a seguir em frente e mudar a nossa realidade. 

Ao nos inspirarmos nos nobres sentimentos de humanidade que afloram na Páscoa, paramos para pensar sobre o avanço de sentimentos menores, que trabalham para atrapalhar a unidade, que tem como meta construir horizontes de avanço para o Brasil. A passagem da Páscoa se converte em um bom momento para pensarmos em nosso povo e os rumos dessa que é uma das maiores nações Cristãs do mundo. 

Assim como o Messias, que se posicionou no mundo, tentou cumprir uma missão e enfrentou situações, não muito diferentes das que enfrentamos hoje, nosso desafio é enfrentar todos os obstáculos que trabalham contra o avanço do nosso país.

O exemplo de Cristo, que entendeu que alguns não sabiam o que faziam, é oportuno e nos convida a pensar sobre a desumanidade pregada por setores da nossa sociedade. O momento não é somente de jejum e penitência, mas de reação e avaliação sobre que futuro queremos para nosso Brasil.

*Deputado federal, vice-líder do Governo Dilma Rousseff e ex-ministro do Esporte. 

7 comentários

  1. Concordo plenamente! Como na época de Cristo, nossa elite, financeira e religiosa, não deseja avanços sociais. São novamente esses que querem continuar escravizando os pobres e excluídos, e buscam crucificar aqueles que tentam ajudá-los.

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  2. A questão é sempre a mesma. O homem não é chegado a uma lei. Ele quer ser conduzido por seu instinto, de roubar, de matar e tomar a muié do outro…. É isso que ele quer!… O resto é hipocrisia, que também faz parte…. kkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. A ESPERANÇA É A LUZ DO CRISTÃO QUE ENXERGA O GOLPE

    Boa-tarde! queridos irmãos.

    Nos últimos meses, um assunto que não sai do noticiário comum é a crise econômica e política que vem acometendo o país há algum tempo, fruto exclusivo da crise moral sem precedentes que tem abalado a nação e o povo brasileiro.

    Ante um cenário tão desfavorável, cujo desfecho é difícil de imaginar, só nos resta a esperança, essa virtude tão importante na vida dos homens, que compõe, ao lado da fé e da caridade, as chamadas virtudes teologais.

    Com efeito, Paulo de Tarso escreveu:

    “Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade. Porém, a maior delas é a caridade.” (1ª. Epístola aos Coríntios, 13:13.)

    Filha dileta da fé, a esperança está para a sua mãe como a luz reflexa dos planetas do nosso sistema está para a luz do Sol. “A esperança – acrescenta Emmanuel – é como o luar que se constitui dos bálsamos da crença. A fé é a divina claridade da certeza.” (O Consolador, 257.)

    Muitas pessoas não se esquecem das inúmeras vezes em que deram seu voto a indivíduos que, logo que assumiram o poder, se esqueceram das promessas de campanha e passaram a fazer exatamente o oposto do que prometiam.

    Tal fato provoca nas pessoas assim enganadas o sentimento de desesperança, que é o oposto da virtude apregoada pelo Apóstolo dos gentios.
    Aprendemos com os ensinamentos espíritas que o esforço individual estabelece a necessária e natural diferenciação entre as criaturas. Todavia, assegura o Espiritismo, a distribuição das oportunidades é sempre a mesma para todos.

    Sem discriminação de ninguém, todos recebem, ao longo das existências sucessivas, possibilidades idênticas de crescimento mental e elevação ao campo superior da vida. Ocorre, no entanto, que, apesar disso, muitos, ao longo da vida, se afastam da luz e da fé.

    Enquanto dispõem de saúde e do tesouro das possibilidades humanas, valem-se de ironia e sarcasmo toda vez que alguém os conclama ao divino concerto. Mais tarde, porém, ao apagar das luzes terrestres, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, costumam revoltar-se contra Deus e contra a vida, precipitando-se em abismos de desespero.

    Invigilantes, deixam-se absorver pelas preocupações imediatistas da esfera inferior, transformando esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações transcendentais em interesses mesquinhos.

    Em vão se faz ouvir a palavra delicada do Senhor no santuário interno, quando obcecados pelas ilusões do plano físico perdem eles a faculdade de escutar. É que entre as coisas que pensam e as advertências contidas nas lições do Evangelho erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado e de viciosa aflição. E assim, a pouco e pouco, o homem que chegou à Terra rico de ideais humanos e realizações transitórias, passa à condição de mendigo de luz e paz, na velhice e na morte.

    Qualquer semelhança com os personagens e autores da crise moral, política e econômica que acomete o Brasil não é mera coincidência. E é muito bom que todos saibam que estão cavando para si mesmos um abismo de dor, de decepção e de remorso que exigirá um longo processo de expiação e reparação, como estabelece a Justiça Divina, a que ninguém, rico ou pobre, fraco ou poderoso, doutor ou analfabeto, consegue escapar.
    “A esperança é a luz do cristão” – afirmou Emmanuel pelas mãos de Chico Xavier e, em seguida, completou:

    “Nem todos conseguem, por enquanto, o voo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum. Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.” (Vinha de Luz, cap. 75.)

    É exatamente isso que propomos ao escrever estas linhas.

    Jamais percamos a esperança e, naquilo que nos diz respeito, façamos a nossa parte, para que este País volte aos trilhos e ao rumo correto, como as pessoas de bem tanto desejam.

    Editorial-O Consolador

    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/a-esperanca-e-a-luz-do-cristao/#ixzz44OfTWsav

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