Por Nivaldo Santana (*)
Em meio a uma conjuntura complexa, marcada pelo avanço das forças conservadoras, o campo político representado pela CTB consegue duas importantes vitórias, que, pela sua dimensão, podem abrir novas perspectivas para o sindicalismo classista em nosso país e reforçam a resistência ao golpe perpetrado no Brasil.
A primeira vitória importante foi alcançada no congresso da Contee – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino. A Contee, entidade sindical do terceiro grau representa 82 sindicatos, sete federações, tem em sua base um milhão de professores, técnicos e administrativos do setor privado de ensino e em torno de dez milhões de alunos.
Pela primeira vez, os delegados e delegadas vinculados à CTB foram maioria absoluta no Congresso da entidade, elegendo a maioria da nova direção e também o novo presidente, Gílson Reis, que também é vereador do PCdoB em Belo Horizonte. Gílson substitui a presidenta Madalena Peixoto, da direção nacional do Partido, que realizou vitoriosa gestão à frente da Contee.
A outra vitória foi no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, entidade que já foi dirigida pelos cetebistas e que nas duas últimas gestões estava sob o comando do PSTU e do PSOL. A chapa 2, da CTB, em aliança com a CUT, conseguiu expressiva vitória ao obter 45,16% dos votos, em eleição com cinco chapas e que adota o método da proporcionalidade
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A chapa ligada do PSTU ficou com 22,58% dos votos, e a do PSOL com 24,19%. Com isso, a CTB terá maioria relativa da nova direção dos metroviários, reconquistando um espaço importante em um sindicato estratégico da capital paulista e que nos últimos anos estava à deriva politicamente.
Para se avaliar o peso desse sindicato, é importante relembrar que o metrô de São Paulo é responsável pelo eixo estruturante da mobilidade urbana paulistana. Com cinco linhas e 68,5 km de extensão, o metrô transporta diariamente 4,7 milhões de passageiros.
A CTB celebra essas duas vitórias por expressar, cada uma com suas particularidades, o acerto de uma orientação política correta, base essencial do sindicalismo classista. Praticar um sindicalismo de massas, sem voluntarismo, e defender os direitos dos trabalhadores associado à luta pela democracia e pelo desenvolvimento soberano do país, questões que impactaram a conjuntura política do país nesse último período.
(*) Secretário Sindical Nacional do PCdoB, vice-presidente da CTB


Republicou isso em Alo Presidenta do Brasil.
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