Os protestos contra as reformas previdenciária e trabalhista de Michel Temer nesta sexta-feira, 31 de março, começam a incorporar o mote de que o Brasil vai parar em abril. Essa é a palavra de ordem das centrais de trabalhadores, que anunciaram a greve geral para o dia 28 de abril contra as reformas de Temer. Nesta sexta, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo dão a largada na agenda da paralisação nacional em abril.

Angela Helena / Mídia Ninja
Professores marcham pelas ruas de São Paulo para se juntar aos milhares na Avenida Paulista no dia 15 de março
Na agenda dos movimentos sociais e sindicais estão a luta contra as reformas previdenciária e trabalhista e mais o recém-aprovado Projeto de Lei 4302 que libera a terceirização e anula a legislação trabalhista.
Michel Temer pressiona os deputados federais a acelerarem a tramitação das reformas mas também vem acumulando alguns revezes.
No dia 22 de março, o governo viu ser aprovado PL 4302, antiga reivindicação do empresariado, porém o placar apertado deixou o governo em alerta.
Nesta quarta-feira, nova derrota dos governistas, que não conseguiram 308 votos para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 395/14 que liberaria a cobrança de mensalidades na pós-graduação, entre outros cursos do ensino universitário.
Análise de sindicalistas e ativistas sociais aponta que o impacto das manifestações de rua tem colocado pressão sobre os deputados, que não querem ser responsabilizados pela aprovação de temas como o fim da aposentadoria.
Confira o local e o evento no facebook da manifestação na sua cidade:
