30 de junho: O Brasil cruza os braços contra as reformas de Temer

A greve geral desta sexta-feira (30) está na boca do povo e traz a perspectiva de que uma grande paralisação tome conta de todo o país contra as reformas da Previdência e Trabalhista de Michel Temer que tramitam no Congresso Nacional. Seguindo orientação das nove centrais sindicais de que o Brasil deve parar neste dia, os principais sindicatos do país, trabalhadores do campo e da cidade anunciaram greves e protestos.

Paulo Pinto

O setor de transporte vai paralisar em algumas capitais, como Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Outros serviços essenciais à população, como saúde, funcionarão com a capacidade mínima exigida pela legislação.

Bancários e professores confirmaram que vão cruzar os braços. Metalúrgicos, petroleiros, trabalhadores dos correios, comerciários, agricultores e servidores públicos são algumas das categorias que também protestam nesta sexta.

Segundo informações da Frente Brasil Popular, que organiza o dia 30 ao lado da Frente Povo Sem Medo e centrais sindicais, todos os estados brasileiros confirmaram a realização de atos. Além das capitais, cidades do interior também terão atos próprios. No estado de São Paulo 14 municípios confirmaram a adesão ao Dia de mobilização contra as reformas.

Ganhar as ruas

Na opinião do presidente nacional da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, o movimento sindical “é convocado para resistir e salvaguardar não só os direitos mais também o sindicato como escudo de defesa contra a sanha do capital”.

O dirigente alertou que a luta contra a agenda que retira direitos dos trabalhadores será longa. Para ele, os sindicatos precisam estar fortalecidos diante dos trabalhadores para barrar o retrocesso.

“Nesta sexta é dia de ganhar as ruas, mostrar nossa indignação e lutar contra o projeto que pode acabar com qualquer expectativa de futuro”, enfatizou Adilson.

Ataque às gerações futuras

Presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), Douglas Izzo, reforça a luta organizada contra o golpe. “Vamos paralisar o Brasil e mostrar mais uma vez a capacidade da classe trabalhadora porque sabemos que se as reformas dos golpistas avançarem, a sociedade brasileira, os que ainda irão se aposentar, os mais jovens que nem entraram no mercado de trabalho, sofrerão com os retrocessos deste nosso momento. Estamos defendendo direitos conquistados com muito suor e sangue e o nosso papel é resistir até a vitória”, afirmou.

Luiz Carlos Motta, presidente da União Geral dos Trabalhadores de São Paulo (UGT-SP), orientou para o engajamento de todos os filiados da UGT/SP nas manifestações desta sexta contra as reformas.

“Nossa Central entende que as reformas representam forte retrocesso nas relações capital e trabalho, fere a dignidade humana, amplia as desigualdades sociais, enfraquece os sindicatos e inviabiliza as aposentadorias e pensões. Precisamos lutar para acabar com essas nefastas mudanças e promovê-las depois, com a prévia participação de todos”, afirmou Motta.

Eusébio Neto, presidente da Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro), Eusébio Pinto Neto, afirmou ao site da Força Sindical que ocupar às ruas é a saída para virar o jogo e evitar que a reforma trabalhista seja aprovada na próxima semana no plenário do Senado. “Temos que mostrar a nossa força nesta sexta protestando nas ruas e nas praças das cidades exigindo democracia e respeito com os trabalhadores que constroem a riqueza do país”, completa.

O dirigente da Fenepospetro afirmou que os frentistas vão aderir as manifestações em todo o país e que os sindicatos da categoria estão organizados para lutar contra a retirada de direitos trabalhistas.

Do Portal Vermelho com informações de agências

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