Luciana: Prestes, compromisso com o Brasil e fonte de esperança


Neste 7 de março de 2020, completam-se 30 anos da morte de Luís Carlos Prestes. Uma das mais destacadas lideranças dos comunistas brasileiros, foi também uma das mais importantes lideranças populares da história brasileira do século 20. Seu nome e seu legado estão ligados às causas do povo e do país desde os movimentos que, na década de 1920, enfrentaram a chamada República Velha, oligárquica e antidemocrática.

Por Luciana Santos*

Egresso de escolas militares, liderou um dos mais marcantes movimentos cívicos brasileiros, a Coluna Prestes, que percorreu o país defendendo um regime firmado em bases democráticas, como uma nova Constituição, reformas políticas e sociais, e o voto secreto. Em outubro de 1924, no posto de capitão no Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo (RS), liderou a revolta tenentista na região das Missões, ponto de partida da Coluna Prestes no Sul.

Exilado na Bolívia e na Argentina, leu obras marxistas, deixadas com ele pelo então dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCB) Astrojildo Pereira, e ingressou no Partido em 1934, pelas mãos da Internacional Comunista. Depois da Insurreição de 1935, ficou preso por nove anos. Prestes foi o líder da segunda geração de dirigentes comunistas; trouxe para o PCB prestígio e autoridade, dentro e fora do país.

O período em que esteve à frente do Partido, ao lado de camaradas como João Amazonas, Maurício Grabois, Pedro Pomar, Diógenes Arruda Câmara e Carlos Marighella, foi um dos mais profícuos em termos de lutas democráticas. Na memorável campanha pela Assembleia Nacional Constituinte e pelo candidato do PCB a presidente da República, Yeddo Fiúza, iniciada em meados de 1945, sua voz voltou a ser ouvida em todo o país.

Como senador, na Constituinte e depois dela até a cassação dos mandados comunistas em 1948, liderou batalhas épicas em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo. Na clandestinidade, voltou a enfrentar os algozes da democracia e chegou à resistência a mais um regime ditatorial, a ditadura militar de 1964, com um dos seus principais opositores. Obrigado a se exilar com a família na União Soviética, voltou para participar com destaques das lutas que levaram à redemocratização do país.

No dia 16 de maio de 2013, o Senado da República homenageou Prestes, restituindo simbolicamente o seu mandato cassado em 1948, por iniciativa do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). Na solenidade, diversas lideranças comunistas prestaram homenagem à sua memória. Dona Maria Prestes, sua viúva e também histórica militante comunista, representou Prestes no evento.

Luis Carlos Prestes morreu no seu posto de combate. Nunca deixou cair a bandeira das lutas democráticas e populares. Nunca deixou de defender o socialismo com convicção. Homenagear a sua memória e o seu legado, nessas circunstâncias em que o Brasil vem sendo governado pela extrema direita, com grave retrocessos democrático e sérias ameaças à soberania nacional e aos direitos do povo, além de ser um dever histórico mostra um exemplo a ser seguido pelas novas gerações de brasileiros democratas e patriotas.

Mais do que nunca, o país precisa de ânimo e perspectiva, inspirados em exemplos como a vida do Cavaleiro da Esperança, fonte inesgotável de energia e exemplo de fidelidade inquebrantável ao Brasil e de amor e de compromisso com o povo brasileiro.

 

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