Lula vai ao 2º turno com 6 milhões de votos à frente de Bolsonaro


A eleição presidencial de 2022 será definida no segundo turno. Com 99,8% das urnas apuradas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contava, às 23h30 deste domingo (2), com pouco mais de 57 milhões de votos, contra 51 milhões do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em votos válidos, os 6 milhões de eleitores a mais de Lula representam uma vantagem de 5,14 pontos percentuais: 48,38% a 43,24%. O resultado deixou o petista próximo de conquistar mais um mandato à Presidência da República já no primeiro turno – faltou-lhe apenas 1,62 ponto percentual. O segundo turno será disputado daqui a quatro domingos, em 30 de outubro.

Em pronunciamento à imprensa concedido à noite, em São Paulo, Lula procurou demonstrar otimismo. “Eu quero dizer para vocês que nós vamos ganhar estas eleições! Isso (o segundo turno), para nós, é apenas uma prorrogação”, declarou o ex-presidente. “Vamos ter que viajar mais, fazer mais ato, mais comício, mais debate. Vamos ter que conversar mais com as pessoas e vamos ter que convencer a sociedade brasileira daquilo que nós estamos propondo.”

Na avaliação de Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB, é preciso valorizar a votação deste domingo. “Lula é o vencedor do primeiro turno e nós vamos vencer também no segundo turno”, disse Luciana, que também é vice-governadora de Pernambuco. “O que o povo quer tem muita força – e o povo mostrou nas urnas que não quer mais ódio, divisão, violência, fome e autoritarismo.”

A dirigente do PCdoB afirmou que a coordenação da campanha Lula se reunirá nesta segunda (3) para organizar as primeiras ações do segundo turno. ”A partir de terça (4), a gente já cai em campo. Vamos ocupar as ruas, conversar com cada pessoa que a gente puder, para elevar a consciência popular e garantir ainda mais apoio a Lula”, declarou.

Para derrotar Bolsonaro, o ex-presidente vai priorizar a busca pela adesão formal da terceira via. Aos jornalistas, ele enfatizou que, além de “amadurecer propostas”, o segundo turno serve para ampliar o “leque de alianças, de apoio”.

Com 4,9 milhões de votos, a senadora Simone Tebet (MDB) terminará a disputa em terceiro lugar, seguida pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que teve quase 3,6 milhões de votos. Juntos, eles somaram 7,11% dos votos válidos, sendo 4,16% de Tebet e 3,05% de Ciro. Neste domingo, após a divulgação dos resultados parciais, os dois presidenciáveis sinalizaram que devem apoiar Lula.

“Há muito o que refletir, mas não nos omitir”, afirmou Tebet, que cobrou agilidade dos partidos de sua coligação (MDB, PSDB, Cidadania e Podemos). “Tomem logo a decisão, porque a minha está tomada. Eu tenho lado e vou me pronunciar no momento certo.” A senadora deixou subentendido que anunciará seu rumo na próxima terça-feira.

Já Ciro pediu “paciência” diante do “recado das urnas”. Em relação a seu desempenho nas eleições 2018, o pedetista perdeu quase 10 milhões de votos. Mas sua aparente preocupação foi com a onda conservadora que, na reta final, determinou o avanço da direita e do bolsonarismo no Congresso Nacional.

“Estou profundamente preocupado com o que está acontecendo com o Brasil. Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora”, afirmou Ciro. “Me deem mais algumas horas para conversar com meus amigos, com meu partido, para que a gente possa achar o melhor caminho.”

Lula foi o mais votado nos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, Pará, Tocantins, Amapá e Amazonas. Bolsonaro venceu em todos os estados do Sul, do Sudeste (fora Minas-Gerais) e do Centro-Oeste, além de ter ficado em primeiro em Rondônia, Roraima e Acre.

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