Fidel Castro: outra batalha, outra vitória


Aos 94 anos de seu nascimento, sua contribuição à ciência e à vida é um legado para o presente e o futuro

por Elson Concepción Pérez, Tradução: Conrado Abreu Chagas

Fidel nos acostumou a enfrentar e vencer batalhas. Grande estrategista, sempre se antecipou a todas as variáveis que pudessem apresentar-se num combate. Preparou forças, concebeu cenários, estudou o inimigo e sempre esteve à frente de sua tropa.

Hoje, da monolítica rocha extraída das raízes da Sierra Maestra, ele contempla o que já foi feito, o que ainda está por fazer, as imperfeições e a vitória[1].

Ele sabe muito bem, e assim o previu, acerca das possíveis e reais condutas adversas daqueles que, no meio da nova batalha, se aproveitam de alguma falta de controle e tomam o que não lhes pertence, roubam ou desviam recursos, revendem produtos, como se já não importasse coisa alguma o esforço gigante de alcançar a todos aquilo de que dispomos, seja muito ou pouco, mas honestamente conseguido.

Eis o contexto da grande batalha que está travando nosso povo e sua direção para vencer a pandemia do novo coronavírus e fazer do combate maior – a recuperação econômica do país – um objetivo alcançável se todos, de maneira unida, contribuirmos com nosso grãozinho nesta colossal cruzada.

Na situação atual de luta contra a Covid-19, não há um só momento em que Fidel não esteja presente – muito presente – com seu conselho e sua advertência, sua estratégia, sua concepção sobre a guerra de todo o povo. Porque a ofensiva de hoje é de todo o povo e à frente dela está Fidel.

Desde o próprio Programa del Moncada, ele previu a formação de recursos humanos para garantir a saúde e a educação. Aliás, foi além: desde os primeiros meses, logo após o triunfo, já organizava e enviava à Argélia uma brigada médica cubana a fim de oferecer ajuda a um povo amigo em necessidade.

Embora advogado formado pela Universidade de La Habana, Fidel nos dava no entanto a impressão de ser médico experimentado quando incursionava pelos programas de saúde que se propunha impulsionar.

Assim é que ele concebia as coisas e as punha em prática. Uns poucos exemplos – muito a propósito agora no enfrentamento à Covid-19 – comprovam isso: Fidel foi o criador do conceito de médico e enfermeiro de família; do mesmo modo, ele estava convencido de que a ciência tinha de constituir parte da vida cotidiana do país e, por isso, projetou e dirigiu a formação de polos científicos.

São projetos e definições que nada têm a ver com os modernos centros criados nos países capitalistas, que partem do conceito de medicina privada e de produção de insumos, incluindo aí medicamentos, somente para quem tenha dinheiro que lhes cubra os custos. Ao contrário, o projeto de Fidel sempre foi formar recursos humanos para garantir programas de saúde, assim como elaborar novos e revolucionários conteúdos, os quais fazem hoje o diferencial no trabalho de nossos médicos em qualquer lugar do mundo. Em muitas ocasiões, ele expressou que esses profissionais da saúde não ficariam redundantes, independentemente de quantos devessem graduar-se.

Hoje, quando dezenas de milhares desses profissionais oferecem solidariedade, saúde e humanismo em mais de 60 nações, o agradecimento a Fidel e o reconhecimento a Cuba aparecem até nas mais desconhecidas comunidades e em grupos populacionais que desconhecem inteiramente o idioma espanhol.

Cuba é a nação que envia seus filhos a oferecer saúde e vida em troca de nada. Não importa, de modo algum, a afiliação política ou a fé religiosa dos enfermos. São seres humanos e a eles se direciona toda ação altruísta desse grande exército de guarda-pós brancos.

Fidel concebeu o Contingente Henry Reeve e anteviu sua importância frente a pandemias e desastres naturais. Logo se verificariam as difíceis provas que dariam razão ao Comandante: terremotos no Paquistão, no Haiti e em outros países; ebola em países da África subsaariana; e agora a Covid-19, um vírus letal que em poucos meses nos atingiu em cheio e para o qual já perdemos mais de meio milhão de vidas humanas.

Se muitos de nós não morreram, se milhares foram devolvidos à vida saudável depois do contágio, isso se deve em boa medida à medicina e à solidariedade cubanas, que contribuíram para essa vitória, a qual também se deve a Fidel.

Sem que Cuba o tenha pedido e contrariamente à feroz campanha adversa do governo Trump e seus mercenários, são hoje muitos e de vários países aqueles que solicitam se outorgue o Nobel da Paz aos médicos cubanos do Contingente Henry Reeve.

Também ali, à frente desse contingente médico, está Fidel, e para ele se dirige a gratidão daqueles e daquelas que receberam e recebem a solidariedade cubana.

A pandemia da Covid-19 impõe outra batalha que Fidel vai igualmente vencendo. Trata-se da articulação nacional contra a doença. As capacidades que tem encontrado nosso país para enfrentá-la sem os saldos fatais de outras nações são o resultado do pensamento do Comandante em Chefe feito realidade, materializado hoje na continuidade que lidera o Presidente da República, Miguel Díaz-Canel, sob a sábia diretriz do General de Exército Raúl Castro Ruz, em quem depositamos toda a segurança e confiança.

Este 13 de agosto, nos 94 anos do Comandante em Chefe, desde a rocha monolítica que o acolhe em sua querida Santiago, suas grandes batalhas e suas vitórias seguirão sendo referência obrigatória para um povo que por convicção se propôs a construir seu próprio destino, o mesmo que ele nos traçou e o qual defenderemos sempre.

[1] A referência aqui é, como se sabe, à rocha ou pedra monumental onde estão depositadas as cinzas de Fidel, no cemitério de Santa Ifigênia, na cidade de Santiago de Cuba.

Fonte: Gramma

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