Lideranças do PCdoB defendem federação para fortalecer democracia


A federação partidária foi tema do podcast Hora Vermelha, realizado pelo PCdoB do Rio de Janeiro e veiculado na sexta-feira (6), com a participação da presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, e dos deputados federais Orlando Silva (SP) e Jandira Feghali (RJ).

Na avaliação de Luciana Santos, é preciso “lançar mão de uma ferramenta que una os partidos, construa uma unidade de ação política, em função de um exercício programático, de ideias”. A dirigente acrescentou que “todos os momentos de inflexão na vida brasileira sempre foram fruto desse exercício de unidade e acho que a federação tem, portanto, não só um papel imediato, eleitoral, mas um caráter estratégico”.

Ela apontou que a federação “é um exercício de democracia num ambiente com tantos impasses. Vivemos uma crise múltipla — sanitária, social, econômica — num governo de caráter fascista e mais do que nunca precisamos garantir a pluralidade”.

Luciana também defendeu a necessidade de, através da federação, assegurar “a renovação, dar voz e vez para aqueles que não têm voz num sistema que tende, cada vez mais, a permanecer nesse modelo atual de cláusula de barreira e chapa própria”. Ela concluiu dizendo que“estamos animados porque a federação não prejudica nenhuma construção política e ainda pode servir como alternativa para que lideranças se viabilizem diante de uma legislação tão autoritária”.

Mais participação para o povo

O deputado Orlando Silva, vice-líder do PCdoB na Câmara, salientou que o partido é favorável a mudanças, desde que “sirvam para melhorar a democracia, para aumentar a participação do povo na política e não para beneficiar os de sempre e reduzir as opções dos eleitores”.

Neste sentido, defendeu a federação como uma “mudança positiva”, uma vez que permite aos partidos se unirem para disputar uma eleição, mas “mantendo essa união, votando junto, durante pelo menos a legislatura, ou seja, quatro anos”. Orlando explicou que, desta forma, os partido poderiam “preservar sua identidade, sua autonomia, seu nome, programa e ideias, porque, afinal, um partido existe para isso”.

O deputado acrescentou que “a criação da federação fortaleceria a democracia porque só seria possível formá-la entre partidos que tivessem mais semelhanças do que diferenças”. Além disso, “esses blocos também tornariam o sistema político brasileiro um pouco mais organizado, com menos partidos agrupando mais ideias” e facilitaria a governabilidade. Ele lembrou que essa experiência já existe em países como Uruguai, Espanha, Portugal, Chile e Alemanha. “O mundo está construindo caminhos como este que queremos aqui, que é o da federação”.

A deputada Jandira Feghali, vice-líder da Minoria na Câmara, argumentou que com a federação, os partidos não precisam se extinguir. “Eles concorrem de forma unitária nas eleições e permanecem unidos no funcionamento parlamentar. Essa é uma forma moderna para a legislação brasileira, é uma maneira de enfrentar as restrições de forma democrática, respeitando a pluralidade partidária e de ideias e ao mesmo tempo, reduzindo o número de legendas nos processos políticos”.

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